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Egito/manifestações

Novos confrontos deixam pelo menos nove mortos no Egito

Partidários de Mursi tentam escapar das bombas de gás lacrimogêneo
Partidários de Mursi tentam escapar das bombas de gás lacrimogêneo REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Texto por: RFI
2 min

A violência voltou a atingir o Egito nesta segunda-feira (7), com novos ataques contra forças de segurança, no que pode indicar o fortalecimento da insurgência islâmica no país. Três atentados simultâneos deixaram pelo menos nove soldados mortos à margem de novas manifestações organizadas pelos partidários do ex-presidente Mursi.

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Hugo Bachega, correspondente da RFI no Cairo

Pelo menos nove pessoas morreram, incluindo seis soldados, em dois ataques em diferentes regiões do país, incluindo no Sul do Sinai, área relativamente tranquila e popular entre turistas.

No Cairo, duas granadas foram lançadas contra uma estação de satélite do governo, sem deixar mortos. A ação pode ser um sinal de que militantes sejam capazes de realizar ataques nas principais regiões do país, como na capital, onde a segurança é rígida.

A onda de violência teve início no domingo, quando dezenas de partidários da Irmandade Muçulmana morreram em confrontos com forças de segurança. Os embates deixaram ao menos 53 mortos e mais de 270 feridos.

Grupos de oposição convocaram novos protestos para esta terça-feira. Manifestações também deverão ocorrer na sexta-feira, tradicional dia de orações.

Milhares de pessoas morreram no Egito desde a deposição em julho do ex-presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, pelas Forças Armadas.

A situação no Egito havia se acalmado nas últimas semanas com a imposição do estado de emergência e de um toque de recolher noturno e uma ofensiva firme do governo contra opositores, mas os novos confrontos levantaram temores sobre o possível retorno da onda de violência no país.
 

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