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EUA/Egito

EUA anunciam corte de parte da ajuda militar e financeira ao Egito

Apesar da repressão do exército, protestos continuam no Egito desde a queda de Mohamed Mursi.
Apesar da repressão do exército, protestos continuam no Egito desde a queda de Mohamed Mursi. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Texto por: RFI
3 min

Os Estados Unidos anunciaram nessa quarta-feira, 9 de outubro, que pretendem suspender parte da ajuda militar e financeira dada ao Egito. A medida, vista como uma resposta à repressão contra os partidários do presidente deposto Mohamed Mursi, foi divulgada no mesmo dia em que as autoridades egípcias informaram a data do início do processo do chefe de Estado, retirado do poder pelo exército em julho passado. O julgamento começará dia 4 de novembro. 

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Washington, tradicional aliado do Cairo, pretende “reequilibrar” sua ajuda ao Egito suspendendo a entrega de helicópteros Apache, de mísseis e de peças para tanques de guerra. Segundo a porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Jennifer Psaki, os Estados Unidos também pretendem cortar parte da assistência financeira dada ao país, na esperança de que as autoridades egípcias “apresentem progressos rumo a um governo democraticamente eleito”. De acordo com a representante da Casa Branca, a suspensão não deve ser permanente.

Desde o mês de julho, quando o presidente egípcio Mohamed Mursi foi deposto pelos militares, a administração de Barack Obama vem sendo pressionada para reduzir a ajuda dada ao Cairo. Atualmente os Estados Unidos contribuem com 1,3 bilhões de dólares em assistência militar ao Egito, além de 250 milhões de dólares de colaboração financeira anuais.

O corte parcial da assistência norte-americana foi anunciado no mesmo dia que o Egito divulgou a data do início do processo de Mursi. O presidente deposto, que é acusado com mais 14 pessoas de ser o responsável pela morte de manifestantes durante um protesto em dezembro do ano passado, comparecerá diante de um tribunal do Cairo no dia 4 de novembro. Segundo a agência oficial de notícias egípcia Mena, o primeiro chefe de Estado democraticamente eleito do país será julgado por ter “incitado seus partidários a cometerem assassinatos premeditados”.

A Casa Branca nunca qualificou a queda de Mursi de “golpe de Estado”, pois caso o faça, Washington será legalmente obrigado a interromper totalmente todo tipo de ajuda aos egípcios.

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