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Rússia/Bolshoi

Audiência do solista que atacou diretor do Bolshoi com ácido é adiada

O bailarino do Bolshoi Pavel Dimitrichenko, principal suspeito da agressão com ácido comparece nesta terça-feira ante a justiça.
O bailarino do Bolshoi Pavel Dimitrichenko, principal suspeito da agressão com ácido comparece nesta terça-feira ante a justiça. REUTERS/Maxim Shemetov
Texto por: RFI
2 min

O dançarino do Bolshoi suspeito de jogar ácido no rosto do diretor artístico do teatro, Serguei Filine, deveria ser ouvido nesta terça-feira (22) pela Justiça. Pavel Dmitritchenko pode pegar até 12 anos de prisão.

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A audiência foi transferida para o dia 29 de outubro pela juíza Elena Maximova. Segundo ela, um dos advogados dos cúmplices não compareceu ao tribunal.

O caso trouxe à tona as intrigas e conflitos internos que faziam parte da rotina do corpo de baile e da direção. Serguei Filine, 42 anos, foi atacado no dia 17 de janeiro na porta de seu prédio.

Gravemente ferido, ele praticamente perdeu a visão depois do ataque. O tribunal de Mechtchanski deve examinar hoje como o bailarino e seus dois cúmplice executaram o crime. Eles são acusados de "ferimentos voluntários premeditados."

Em detenção provisória desde março, Pavel Dmitrichenko, 29 anos, é suspeito de ter organizado o ataque contra o diretor do Bolshoi.

Solista do teatro e sindicalista, o bailarino tinha uma atitude “extremamente negativa” em relação a Filine, revelou recentemente o investigador Dmitri Altynov em uma entrevista ao jornal popular Moskovski Komsomolets.

Em agosto, o bailarino pediu desculpas públicas para Filine e disse que não tinha intenções de revelar seu envolvimento em casos de corrupção e desvio de dinheiro do teatro. Ele também negou ter planejado o ataque, e disse apenas ter "aceito a proposta de dar uma lição" em Filine, sem imaginar o trágico desfecho.

O solista também recriminava o diretor por não ter escolhido sua mulher, Angelina Vorontsova, para o papel principal no balé "O Lago dos Cisnes." Ela pediu demissão em junho.

O diretor voltou ao trabalho em setembro e só anda acompanhado de um guarda-costas. Ele passou por um transplante de pele e diversas cirurgias nos olhos na Alemanha, o que o obriga a andar de óculos escuros.

 

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