Ucrânia/Kiev

Oposição ucraniana ocupa centro de Kiev e dá ultimato a governo

Tropa de choque protege membros do Ministério do Interior em Kiev
Tropa de choque protege membros do Ministério do Interior em Kiev REUTERS/Gleb Garanich

A oposição ucraniana deu um ultimato nesta quinta-feira (23) ao presidente Viktor Ianukovitch, prometendo uma “ofensiva”, caso o governo não atenda suas reivindicações. Os opositores pedem o fim da violência e a convocação de eleições antecipadas no país.

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Centenas de militantes pró-União Europeia ocuparam novamente as principais ruas do centro de Kiev nesta quinta-feira, apesar do frio -hoje as temperaturas registraram 10 graus negativos. Os manifestantes queimaram pneus para levantar fumaça e lançaram coquetéis molotov contra os policiais, que reagiram com bombas de gás lacrimogênio e disparos de balas de borracha.

Kiev tornou-se palco de uma verdadeira guerrilha urbana, descrevem os jornalistas que cobrem as manifestações. Os confrontos se intensificaram desde o último domingo, quando 200 mil manifestantes foram às ruas e pelo menos cinco pessoas morreram e 300 ficaram feridas.

UE pede fim dos confrontos

A União Europeia fez um apelo nesta quarta-feira pelo “fim imediato” dos confrontos no país. Em um comunicado, a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, condenou a escalada da violência e a repressão instaurada pela administração Yanukovitch.

Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, declarou que a União Europeia poderá aplicar medidas contra a Ucrânia. Em Paris, o presidente francês François Hollande se disse muito preocupado com a degradação da situação em Kiev, e fez um apelo para que os direitos humanos fossem respeitados.

EUA ameaça punir governo com sanções

No último domingo, os Estados Unidos também ameaçaram punir a Ucrânia com sanções, condenando as violências e "os ataques contra os jornalistas e manifestantes". Para o governo americano, a escalada da violência se deve às leis repressivas instauradas por Iaukovitch. Já o presidente russo Vladimir Putin se disse convencido que as autoridades ucranianas "sabem o que fazem e e vão encontrar a melhor solução para restabelecer a situação e encontrar a paz".
 

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