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Filipinas/Acordo

Filipinas assinam acordo histórico de paz com guerrilha muçulmana

O presidente Benigno Aquino (2° à direita) durante a cerimînia que celebrou o acordo com a guerrilha muçulmana do MILF, nesta quinta-feira (27), em Manila.
O presidente Benigno Aquino (2° à direita) durante a cerimînia que celebrou o acordo com a guerrilha muçulmana do MILF, nesta quinta-feira (27), em Manila. REUTERS/ Baz Ratner
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O governo das Filipinas assinou nesta quinta-feira (27) um acordo histórico com o maior grupo separatista muçulmano do sul do país, a Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF). O acordo põe fim aos combates na região de Bangsamoro e encerra 40 anos de luta armada no arquipélago de maioria católica.

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O acordo histórico foi assinado em Manila, capital das Filipinas, pelo presidente Benigno Aquino e Murad Ebrahim, líder do MILF. Os rebeldes aceitaram abandonar a luta armada em troca da criação de uma região autônoma na ilha de Mindanao, onde a maior parte dos moradores pratica o islamismo.

Pelo acordo, os líderes separatistas assumirão a gestão interina da ilha até as eleições regionais de 2016, segundo um modelo laico de administração. Os 10 mil guerrilheiros do MILF deverão entregar suas armas, de acordo com o mesmo modelo de desarmamento adotado para o IRA, na Irlanda do Norte.

O chefe do MILF declarou que o compromisso encontrado "coroa décadas de combate do grupo". Já o presidente Aquino disse que o acordo "abre o caminho para mudanças permanentes na ilha de Mindanao".

Os cinco milhões de filipinos muçulmanos, uma minoria entre os 100 milhões de habitantes majoritariamente católicos (80%), consideram o sul do arquipélago filipino sua terra ancestral. A luta dos separatistas pela independência, iniciada nos anos 70, custou a vida de 150 mil pessoas, sendo considerada uma das guerrilhas mais sangrentas da Ásia.

Observadores internacionais lembram, porém, que para garantir uma paz duradoura várias medidas ainda precisam ser aprovadas até 2016. Um outro entrave à paz é que existem grupos separatistas menores atuando na mesma região. Como eles não foram integrados nessas negociações, especialistas temem que eles possam boicotar a paz lançando novos atentados.

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