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Kerry chega a Genebra para reunião sobre Ucrânia

O secretário de Estado John Kerry deve participar da reunião a 4 ( USA, França, Grã-Bretanha e Alemanha) sobre a Ucrânia, prevista para quinta-feira (17) em Genebra.
O secretário de Estado John Kerry deve participar da reunião a 4 ( USA, França, Grã-Bretanha e Alemanha) sobre a Ucrânia, prevista para quinta-feira (17) em Genebra. REUTERS/Larry Downing

O secretário de Estado americano John Kerry chegou nesta quarta-feira (15) em Genebra, onde deve se encontrar nesta quinta-feira (16) com representantes europeus e os chanceleres ucraniano e russo para discutir a crise ucraniana. Uma reunião que promete ser complexa, já que a Rússia defende a federalização da Ucrânia.

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Diante de um conflito iminente entre as tropas do governo ucraniano e os separatistas pró-russos, as negociações para encontrar uma solução para conflito são urgentes. O governo russo defende uma federalização da Ucrânia, o que ameaçaria a unidade do país, de acordo com as autoridades ucranianas.

O encontro reunirá o chanceler russo Serguei Lavrov, o ucraniano Andrii Dechtchitsa, e a chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton.

O presidente russo Vladimir Putin disse nesta terça-feira à chanceler Angela Merkel que a Ucrânia estava "à beira da guerra da civil", mas os dois dirigentes disseram ter esperanças que a reunião em Genebra  "possa reverter a situação." Caso o encontro fracasse, os Estados Unidos ameaçam adotar novas sanções contra Moscou.

De acordo com o Departamento de Estado americano, as medidas atingiriam setores importantes para a economia russa, como mineração, energia e serviços financeiros. Outras pessoas ligadas ao regime russo também podem ser atingidas pelas sanções. A Casa Branca julgou que a decisão da Ucrânia de posicionar as tropas no leste era "compreensível" diante das condições  "insustentáveis."

O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, estimou nesta quarta-feira que os participantes da reunião em Genebra "serão obrigados a encontrar uma solução." A situação no país, diz o chanceler, está cada vez mais ameaçadora.

Para o presidente da ONG Freedom House, David Kramer, Washington cometeu “um erro enorme” não impondo sanções contra Moscou antes da reunião de Genebra. "Isso faz com que Putin pense que ele venceu a queda de braço", explicou. Segundo ele, o chanceler russo não tem nenhuma influência nas decisões do país, o que impede que decisões definitivas sejam tomadas durante a reunião.
 

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