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Governo australiano define nova fase de buscas do Boeing 777-200 desaparecido

As buscas pelo Boeing 777-200 até agora não surtiram nenhum resultado
As buscas pelo Boeing 777-200 até agora não surtiram nenhum resultado (Foto: Reuters)

O governo australiano receberá na próxima semana representantes da China e da Malásia para definir como será a nova fase de buscas do Boeing 777-200 da companhia Malaysia Airlines, que caiu no dia 8 de março no sul do oceano Índico. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (2) pelas autoridades malaias.

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A reunião acontecerá em Camberra e definirá os próximos passos das buscas, que até agora não surtiram nenhum resultado. A primeira fase, lançada no dia 18 de março, foi encerrada nesta semana. Nesta segunda etapa, as equipes vão se concentrar nos mergulhos submarinos, que já vêm sendo realizados sem sucesso pelo Bluefin-21, equipado de um sonar. Até agora, mais de 400 quilômetros quadrados já foram rastreados, mas nada foi encontrado.

No relatório preliminar divulgado nesta quinta-feira, o governo da Malásia foi criticado pela pouca reatividade logo após o desaparecimento da aeronave. As autoridades do país demoraram quatro horas para emitir um alerta depois que a mudança de rota do avião, ainda sem explicação, foi detectada pelos radares.

O governo da Malásia contratou um ex-responsável da aviação civil do país para dirigir uma investigação paralela, que terá a participação de membros do Conselho Nacional Americano de Segurança dos Transportes e de outras agências estrangeiras especializadas. As autoridades malaias também consultaram o ex-diretor do BEA, a agência de aviação francesa, Jean-Paul Troadec.

A agência esteve à frente das buscas pelo A330 da Air France, que caiu no dia 31 de maio no oceano Atlântico quando fazia a rota Rio-Paris. A diferença é que, no caso do voo AF447, as equipes sabiam desde o começo o local da queda do avião. Mesmo assim, foram necessários 23 meses para encontrar as caixas-pretas do Airbus.

O caso do Boeing da Malaysia Airlines é diferente: existem pistas sobre o local da queda, mas até agora nenhum destroço foi encontrado. Apesar dos sinais detectados pelas equipes, numa frequência similar às das caixas-pretas, não há o menor sinal da aeronave, que teria caído perto de Perth, na costa australiana. A aeronave deixou Kuala Lumpur na manhã do dia 8 de março em direção a Pequim e sumiu uma hora depois da decolagem.

Chefe das buscas está confiante

O responsável pelas buscas, Angus Houston, disse nesta sexta-feira estar "confiante". Segundo ele, o avião pode ser encontrado dentro de no máximo um ano. Oito países participaram da primeira fase das buscas aéreas e navais, lançadas no dia 18 de março e encerradas nesta semana, na esperança de encontrar restos da aeronave. A área de buscas tem mais de 4,5 milhões de quilômetros quadrados.
 

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