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Rússia/Ucrânia

Putin comemora fim da Segunda Guerra Mundial na Crimeia

O presidente russo Vladimir Putin durante desfile na Praça Vermelha, em Moscou.
O presidente russo Vladimir Putin durante desfile na Praça Vermelha, em Moscou. ©Reuters.
3 min

O presidente Vladimir Putin chegou nesta sexta-feira à Crimeia, território anexado recentemente pela Rússia, para participar das cerimônias comemorativas do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A visita, em plena crise ucraniana, é criticada pelos líderes ocidentais. Pela manhã, Putin participou do tradicional desfile militar na Praça Vermelha, em Moscou, onde saudou o "patriotismo" dos russos, responsável, segundo ele, pela salvação dos europeus.

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Os meios de comunicação russos anunciaram a chegada do presidente no início da tarde, pelo horário local, à base histórica da frota naval russa no Mar do Norte, em Sebastopol. Esta é a primeira visita do chefe de estado russo na península ucraniana desde a anexação da Crimeia à Rússia, em 18 de março.

A presença é altamente simbólica já que o leste da Ucrânia vive um momento de grande tensão. Os separatistas pró-russos do leste da Ucrânia continuam preparando o referendo da independência, marcado para domingo em Slaviansk, gerando preocupação nos governos ocidentais. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia protestou formalmente pela presença de Putin na Crimeia.

A bordo de uma embarcação, Putin, passou em revista os navios da frota russa ao lado do ministro da Defesa, Serguei Choigou. Com um alto falante, ele saudou as tripulações, de acordo com as imagens divulgadas pela televisão estatal russa. Depois do desfile militar, o presidente russo deve se encontrar com ex-combatentes e assistir a um concerto durante a noite.

Uma “vergonha”

A visita de Putin gerou muitas críticas dos ocidentais. Na quarta-feira, a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que organizar um desfile militar na Crimeia, uma área de conflito, seria uma "vergonha".

Antes de aterrisar na Crimeia, Putin assistiu ao tradicional desfile militar na Praça Vermelha, em Moscou, com 11 mil soldados, tanques, helicópteros de combate e mísseis. No momento em que a Rússia preocupa as potências ocidentais por seu envolvimento na crise ucraniana, Putin disse em seu discurso que "o patriotismo dos soviéticos salvou a Europa da escravidão”.

“O 9 de maio é uma festa onde triunfa a força poderosa do patriotismo”, disse Putin. “Foi nosso país que combateu os fascistas até o último esconderijo, obteve a vitória total e definitiva e venceu com o sacrifício de milhões de vítimas e de terríveis provações”, afirmou.

Aliados ontem, inimigos hoje

A Rússia e países da ex-União Soviética celebram a vitória dos Aliados na Segunda Guerra no dia 9 de maio. A assinatura da capitulação nazista foi assinada na noite do dia 8 de maio em Berlim, mas no dia seguinte pelo horário de Moscou.

O evento este ano teve uma importância toda particular devido ao conflito ucraniano que opõe a Rússia e os líderes ocidentais. Na Ucrânia, as celebrações do fim da Grande Guerra foram mais discretas. Em Kiev, uma breve cerimônia foi realizada no parque central da cidade com a presença dos ex-presidentes Viktor Iouchtchenko, Leonid Koutchma e Leonid Kravtchouk, e do primeiro-ministro Arseni Iatseniouk.

“Há 69 anos, nós combatemos o fascismo ao lado da Rússia e vencemos. Hoje, a Rússia desencadeou uma guerra contra a Ucrânia”, disse o premiê, renovando o apelo para que Moscou “pare de apoiar os terroristas que matam civis na Ucrânia”.
 

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