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Índia/ política

Novo premiê indiano desfila pelas ruas de Nova Déli

Novo premiê, Narendra Modi saiu às ruas de Nova Déli para comemorar a vitória nas urnas.
Novo premiê, Narendra Modi saiu às ruas de Nova Déli para comemorar a vitória nas urnas. REUTERS/Adnan Abidi
Texto por: RFI
4 min

Centenas de indianos prestigiaram neste sábado (17), nas ruas de Nova Déli, a carreata da vitória do futuro premiê Narendra Modi, que derrotou a dinastia Nehru-Gandhi e o partido que está no poder no Congresso da Índia. O premiê eleito se debruçou para fora do carro e acenou para seus partidários durante a ida do aeroporto até a sede do Partido Bharatiya Janata, no centro da cidade.

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A vitória de Modi foi a mais expressiva no país em 30 anos, e deu à Índia a primeira maioria parlamentar após 25 anos de governos de coalizão. Com quase todos os 543 assentos do Congresso divulgados até agora, o partido de Modi tem 282 cadeiras, dez a mais do que a maioria necessária para se governar. Com os partidos aliados, o número chega a 337, o melhor resultado desde o assassinato da primeira-ministra Indira Gandhi, o que levou seu filho, Rajiv, ao poder.

Hindu nacionalista, Modi evitou os assuntos religiosos em sua campanha para os 815 milhões de eleitores do país e venceu a maior eleição da história com promessas de desenvolvimento econômico. Três vezes ministro-chefe do Estado de Gujarat, ele não é experiente no círculo de poder de Nova Délhi. Filho de baixa casta de um vendedor de chá, chegou ao poder como sinal do fim de uma era de descendentes do primeiro premiê da Índia, o herói da independência Jawaharlal Nehru.

“Quatro ou cinco gerações foram desperdiçadas desde 1952 e esta vitória foi obtida depois disso”, afirmou Modi. Descrevendo-se como um “trabalhador”, ele cumprimentou partidários, que jogaram pétalas de rosas sobre o futuro premiê na chegada à sede do partido. Lá, ele se encontrou outros líderes e começou negociações para formar o gabinete.

Reformas

A vitória de Modi dá a ele espaço para avançar em reformas iniciadas há 23 anos pelo atual premiê, Manmohan Singh, mas que empacaram nos últimos anos. O primeiro-ministro foi gentil em seu discurso de saída e desejou boa sorte ao novo governo.

“Estou confiante sobre o futuro da Índia. Eu acredito firmemente que o crescimento da Índia como potência das economias em desenvolvimento é uma ideia que veio para ficar”, afirmou. Em seu discurso da vitória, na sexta-feira, Modi adotou um tom inclusivo, declarando que “os tempos de divisão na política acabaram. A partir de hoje, a política de unir as pessoas começará”.

Aproximação com EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou neste sábado para Singh, para agradecê-lo por aprofundar as relações com os americanos. Na sexta-feira, Obama já havia telefonado para Modi e o convidado para ir a Washington.

Obama, que recebeu Singh em um jantar de Estado na Casa Branca, agradeceu o premiê "por seu papel em transformar e aprofundar as parcerias estratégicas entre EUA e Índia e pela cooperação nos desafios globais", informou a Casa Branca.

Apostando na vitória de Modi, investidores estrangeiros injetaram mais de 16 bilhões de dólares em ações e títulos da dívida indianos nos últimos seis meses. Mas a economia da Índia está passando por seu pior momento desde a década de 1980, com baixo crescimento e inflação em alta, e não será fácil atender às expectativas de milhões de indianos que compraram a ideia de que Modi colocará rapidamente a nação no cenário das maiores potências econômicas mundiais.
 

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