Iraque/Crise

USA afirmam que Iraque vai precisar de ajuda externa contra rebeldes

O general Martin Dempsey (d) explica o contexto iraquiano ao lado do secretário norte-americano da Defesa, Chuck Hagel.
O general Martin Dempsey (d) explica o contexto iraquiano ao lado do secretário norte-americano da Defesa, Chuck Hagel. REUTERS/Yuri Gripas

Um dos chefes do exército norte-americano enviado ao Iraque afirmou nesta quinta-feira (3) que os iraquianos vão certamente precisar de ajuda internacional para lutar contra os insurgentes sunitas. Mas representante de Washington disse que os Estados Unidos não pretendem enviar seus soldados para o país.

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Para o general Martin Dempsey, um dos principais nomes das forças armadas norte-americanas, o Iraque vai precisar de ajuda externa para vencer os rebeldes. “Se vocês me perguntarem se os iraquianos serão capazes de combater a ofensiva e reconquistar os territórios perdidos, a resposta é : sozinhos, provavelmente não”, disse o militar. Ele faz parte dos conselheiros de Washington, enviados ao país para avaliar a situação diante do avanço do grupo de extremistas sunitas Estado Islâmico. Para o especialista, mesmo se as forças locais tem condições de defender a capital Bagdá, o exército iraquiano não tem estrutura logística para vencer os insurgentes.

Mas a constatação do norte-americano não significa que Washington vai mudar sua posição no país. Desde o início da revolta, os Estados Unidos se negam a enviar soldados para combater em solo iraquiano e, segundo Dempsey a estratégia do Pentágono será mantida. As tropas norte-americanas deixaram o Iraque 2011, após mais de oito anos de guerra no país.

Curdos pedem independência

Enquanto isso no norte do Iraque Massoud Barzani, presidente do Curdistão iraquiano, de composto essencialmente sunita, pediu nesta quinta-feira que seu Parlamento organize um referendo sobre a independência da região. As forças curdas aproveitaram o cenário de crise no país e a ação dos insurgentes para tomar o poder na cidade de Kirkuk.

A iniciativa pode desestabilizar ainda mais a situação do país, já que o primeiro-ministro iraquiano xiita, Nouri al-Maliki, tem pedido a união nacional.

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