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Dalai Lama pede fim de violência contra muçulmanos

Retrato de Dalai Lama em Kathmandu, Nepal, para as comemorações dos 79 anos do líder máximo do budismo tibetano.
Retrato de Dalai Lama em Kathmandu, Nepal, para as comemorações dos 79 anos do líder máximo do budismo tibetano. REUTERS/Navesh Chitrakar

Diante de milhares de seguidores reunidos neste domingo (6), em Leh, no norte da Índia, para comemorar seu 79° aniversário, o Dalai Lama fez um apelo para que budistas de Miamar e do Sri Lanka parem com a onda de violência contra os muçulmanos. Entre os presentes na multidão, estava o ator americano Richard Gere.

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O líder tibetano declarou que a violência nesses dois países de maioria budista em relação aos muçulmanos é “inaceitável”. “Buda pregava o amor e a compaixão; se Buda estivesse aqui, ele protegeria os muçulmanos que estão sendo atacados por budistas”, declarou o Dalai Lama, que se exilou na Índia em 1959, após uma frustrada rebelião contra o domínio chinês.

A violência intercomunitária em Miamar tem ofuscado as elogiadas reformas políticas que acontecem no país. Desde 2012, atos de violência contra a minoria muçulmana deixaram pelo menos 250 vítimas fatais. No mês passado, no Sri Lanka, quatro pessoas foram mortas e centenas de lojas e casas foram destruídas na pior onda de violência religiosa nas últimas décadas.

Continuidade

Há dois anos, o Prêmio Nobel da Paz anunciou que estava se aposentando de suas funções políticas como representante da comunidade tibetana no exílio. Uma das preocupações do líder é diminuir o próprio status para assegurar o futuro do movimento após sua morte. Mas ele continua sendo o principal elo de confluência dos tibetanos, tanto no exílio quanto localmente.

O Dalai Lama defende uma ‘autonomia significativa’ para o Tibete dentro da China. Mas Pequim acusa o líder religioso de fazer campanha pela independência do Tibete, região anexada a força pelo governo chinês sob Mao Tse-tung.
 

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