Israel/Palestinos

Hostilidades entre Israel e Hamas recomeçam após trégua humanitária

As hostilidades entre Israel e o Hamas recomeçaram logo após o final da trégua humanitária desta quinta-feira (17).
As hostilidades entre Israel e o Hamas recomeçaram logo após o final da trégua humanitária desta quinta-feira (17). REUTERS/Baz Ratner

A troca de tiros entre Israel e o Hamas foi retomada nesta quinta-feira (17), depois do fim da trégua humanitária de cinco horas. Logo após as 15h (horário local), prazo limite do cessar-fogo pedido pela ONU e aceito por ambas as partes, um foguete lançado de Gaza caiu em um terreno baldio da cidade israelense de Ashkelon (sul) e o exército de Israel bombardeou o território palestino.

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A trégua desta quinta-feira permitiu que os habitantes saíssem de casa depois de vários dias escondidos para se proteger dos bombardeios. As ruas da cidade de Gaza ficaram cheias de gente, e houve até engarrafamentos. A trégua foi em geral respeitada, apesar de alguns tiros de foguetes palestinos e uma troca de tiros entre Gaza e o exército israelense que deixou um soldado ferido.

Uma autoridade de alto escalão israelense anunciou à mídia, de forma anônima, que um acordo havia sido concluído sobre um cessar-fogo "global" que deveria entrar em vigor nesta sexta-feira. Mas o Hamas imediatamente desmentiu a informação, dizendo que há "esforços em andamento" para um acordo por meio de negociações mediadas pelo Egito.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, rejeitou na terça-feira uma primeira iniciativa de cessar-fogo proposta pelo Egito e aceita por Israel. O grupo islâmico exige a suspensão do bloqueio a Gaza, em vigor desde 2006, a abertura da fronteira com o Egito e a libertação de dezenas de prisioneiros.

Foguetes escondidos em escola

A agência da ONU que ajuda os refugiados palestinos anunciou ter descoberto pela primeira vez foguetes escondidos em uma de suas escolas de Gaza. A organização afirmou em um comunicado condenar com firmeza as pessoas que colocaram armas em suas instalações.

Israel acusa o Hamas de esconder armas em prédios civis e de utilizar assim "escudos humanos". O argumento é usado para explicar o grande número de civis mortos nos bombardeios destinados a neutralizar a capacidade do movimento palestino de atingir Israel com seus foguetes.

Desde o início da ofensiva aérea israelense "Margem protetora", no dia 8 de julho, 231 palestinos foram mortos e quase 1.700 feridos. A grande maioria das vítimas é de civis, segundo a ONU. Em dez dias, Israel foi atingido por mais de mil foguetes, que deixaram um morto.

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