Israel/Faixa de Gaza

Ofensiva israelense já matou mais de 335 palestinos em 12 dias

Palestino ferido é transportado ao hospital de Nassir, em Khan Younis, no norte da Faixa de Gaza.
Palestino ferido é transportado ao hospital de Nassir, em Khan Younis, no norte da Faixa de Gaza. REUTERS/Finbarr O'Reilly

Pelo menos 41 palestinos foram mortos neste sábado (19), em ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, elevando para 337 o número de vítimas fatais do lado palestino em 12 dias de ofensiva da campanha “Limite Protetor”, segundo serviços de socorro. Trata-se do conflito mais sangrento em Gaza desde 2009.

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Do lado israelense, um beduíno morreu na queda de um foguete disparado a partir de Gaza, elevando para dois o número de civis israelenses mortos desde o dia 8 de julho, informou a polícia. Um soldado israelense também morreu por "um tiro amigo", de acordo com o Exército.

Na Faixa de Gaza, quatro membros de uma mesma família, entre eles duas crianças, morreram em um ataque em Beit Hanun (norte), onde uma quinta pessoa foi morta em um outro ataque, informou à AFP o porta-voz dos serviços de emergência palestinos, Ashraf al-Qudra. Na manhã deste sábado, os cadáveres de cinco vítimas foram encontrados em meio aos escombros de uma casa bombardeada durante a madrugada a leste de Khan Yunes, no sul da Faixa de Gaza.

Mulheres e crianças

No total, ao menos 337 palestinos, incluindo muitas mulheres e crianças, foram mortos desde o início, em 8 de julho, da operação israelense “Limite Protetor”, que também fez mais de 2.280 feridos.

Segundo o Centro Palestino para os Direitos Humanos, com sede em Gaza, os civis representam mais de 80% das vítimas da ofensiva, lançada por Israel para deter os disparos de foguetes do movimento extremista Hamas, que controla a zona.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decidiu viajar neste sábado à região para ajudar "na coordenação com os atores regionais e internacionais para acabar com a violência e encontrar uma saída" ao conflito, de acordo com o secretário-geral adjunto para assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman. As Nações Unidas também reiteraram os apelos por um cessar-fogo. Contudo, Israel advertiu que irá intensificar sua operação terrestre.
 

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