Israel/Faixa de Gaza

Netanyahu prevê longa operação em Gaza; Dilma chama de “massacre”

Tiros da artilharia israelense em Gaza nesta segunda-feira
Tiros da artilharia israelense em Gaza nesta segunda-feira REUTERS/Baz Ratner

Após um dia sangrento em Gaza e no sul de Israel, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (28) que seu país deve estar pronto para uma longa campanha em Gaza, até que a missão esteja completa. A presidente Dilma Rousseff chamou a operação de “massacre”.

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“Devemos estar preparados para uma longa campanha em Gaza. Nós não encerraremos esta operação sem ter neutralizado os túneis que servem ao Hamas, cujo único propósito é matar os nossos cidadãos", disse o primeiro-ministro, em um programa de televisão. Nesta segunda, pelo menos 29 palestinos, incluindo oito crianças, morreram em diferentes bombardeios – elevando o total para 1.067 em 21 dias de violência.

Pela tarde, no campo de refugiados de Al Chati, crianças foram atingidas na beira da praia. À noite, após as declarações de Netanyahu, outros cinco palestinos foram mortos na cidade de Khan Younès, próximo à Universidade Islãmica de Gaza, deixando 20 feridos. Do lado israelense, quatro civis morreram com a explosão de um morteiro lançado de Gaza no sul do país.

Governo brasileiro volta à carga

O dia foi marcado não só por ataques, mas também por uma guerra de declarações. Primeiro, de Netanyahu, em resposta às críticas do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. O premiê disse que a declaração do Conselho de Segurança da ONU exigindo um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza "não atende às exigências de segurança de Israel".

No Brasil, a presidente Dilma Rousseff voltou a manifestar a posição do governo brasileiro de condenar os ataques de Israel. Se a primeira manifestação do país havia sido através de uma nota oficial, hoje ela saiu da boca da presidente. “O que está ocorrendo em Gaza é uma coisa perigosa. Não acho que é genocídio, mas acho que é um massacre. Não há genocídio, mas ação desproporcional”, disse Dilma em uma sabatina organizada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Dilma também disse que lamenta as palavras do porta-voz israelense, que na semana passada classificou o Brasil de “anão diplomático”. “As palavras produzem um clima muito ruim”, disse a presidente. “Não posso especular se ele falou em nome do governo”.

 

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