Israel/Faixa de Gaza

ONU chama ataque que matou 16 em escola de Gaza de carnificina

Escola administrada pela ONU no campo de refugiados de Jabaliya foi atingida.
Escola administrada pela ONU no campo de refugiados de Jabaliya foi atingida. REUTERS/Mohammed Salem

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) acusou nesta quarta-feira (30) o exército israelense de “grave violação do direito internacional”, após um bombardeio ter matado16 palestinos, na madrugada, em uma escola no norte da Faixa de Gaza. A entidade convocou a comunidade internacional a “colocar um fim imediato à carnificina em curso”.

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Duas salas de aula de uma escola da ONU foram atingidas por tiros de um tanque no campo de refugiados de Jabaliya. Muitos palestinos haviam se escondido na escola depois que o Exército de Israel alertou que o campo corria risco de bombardeios massivos.

“Crianças foram mortas enquanto dormiam ao lado de seus pais no chão de uma sala de aula. É uma afronta a cada um de nós, uma vergonha internacional”, afirmou Pierre Krähenbühl, chefe da UNRWA.

Israel acusa o Hamas de estar utilizando a população civil como escudos humanos ao esconder armas e centros operacionais dentro de templos religiosos e escolas. A UNRWA denunciou na terça (29) que combatentes palestinos estavam utilizando uma escola da ONU para esconder armas e munição, mas disse que não se trata do lugar bombardeado nesta madrugada.

“Nós fomos até o local e reunimos provas. Analisamos os escombros e, segundo as primeiras conclusões, foi a artilharia israelense que atingiu a nossa escola, onde 3.300 pessoas buscaram refúgio”, disse o porta-voz da l'UNRWA, Chris Gunness.

Escolas estão recebendo 180 mil pessoas

As 83 escolas administradas pela UNRWA estão recebendo 180.000 palestinos, parte deles deixou suas casas para se proteger. Várias dessas escolas têm sido atingidas durante os combates. No dia 24 de julho, um tiro de canhão atingiu o pátio de um estabelecimento em Beit Hanoun, matando 15 palestinos. Os israelenses negaram que tenham sido os autores do disparo.

“É a sexta vez que nossas escolas são atingidas pelos golpes israelenses. Nós estamos sobrecarregados pelos dezenas de milhares de refugiados que esperam a nossa ajuda”, disse Gunness. Ele completou: “Não estamos em uma situação em que possamos investigar o que está se passando, então pedimos à comunidade internacional para agir”.
 

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