Israel/Gaza

"Ninguém impedirá Israel de levar a ofensiva até o fim", diz Netanyahu

Soldados israelenses atiram um morteiro na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira
Soldados israelenses atiram um morteiro na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira REUTERS/Baz Ratner

O exército de Israël está determinado a destruir todos os túneis construídos pelo Hamas na faixa de Gaza, declarou nesta quinta-feira (31) o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Depois de 24 dias de ofensiva e quase 1400 mortos, o premiê deixou claro que "terminará a missão, com ou sem cessar-fogo."

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O primeiro-ministro deu a declaração durante a abertura de uma reunião do governo em Tel Aviv. “Não aceitarei nenhuma proposta que impedirá as forças armadas israelenses de realizar a operação até o fim’’, disse. De acordo com o general Sami Turgeman, chefe das forças israelenses em Gaza, o exército destruirá em breve os túneis construídos pelo Hamas. Segundo ele, 32 deles já foram descobertos e dinamitados.

Apesar dos apelos da ONU e da comunidade internacional para um cessar-fogo, o gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu se reuniu nesta quarta-feira e aprovou a continuação da operação ‘’Limite Protetor’’, lançada no dia 8 de julho, após o sequestro, seguido de assassinato, de três jovens israelenses na Faixa de Gaza.

Segundo o comando da operação, o exército de Israel convocou mais 16 mil reservistas. O governo também enviou uma delegação ao Egito, onde as autoridades poderão negociar a instauração de um cessar-fogo, que parece cada vez mais improvável, apesar das manobras diplomáticas.

“É uma vergonha”, diz secretário-geral da ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, condenou nesta quarta-feira o ataque à escola da organização em um campo para refugiados, atingida pela artilharia israelense, que deixou 15 mortos. Cerca de 3300 pessoas se refugiaram nesse colégio para meninas, situado em Djabalia. ‘’É uma vergonha injustificável. Isso exige prestação de contas e Justiça’’, disse o secretário-geral da Organização.

A situação na Faixa de Gaza também será discutida nesta noite no Conselho de Segurança da ONU. A comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay, acusou Israel de desafiar o Direito Internacional. Segundo ela, o exército visa escolas, hospitais e instalações da ONU, o que viola a Convenção de Genebra. ‘’Não podemos aceitar tanta impunidade’’, disse.

Ela acrescentou que os militantes palestinos do Hamas violam o direito internacional atirando foguetes em áreas populosas de Israel. A comissária também criticou a atitude dos Estados Unidos e o voto favorável à Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Até agora, pelo menos 1394 palestinos morreram, a maioria civis, e 7 mil ficaram feridos. Do lado israelense, 59 pessoas morreram, três delas civis, e 400 ficaram feridas.
 

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