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Turquia/eleições

Turquia faz eleição presidencial inédita neste domingo

Cartaz da campanha de Recep Tayyip Erdogan, atual primeiro-ministro da Turquia e candidato à Presidência.
Cartaz da campanha de Recep Tayyip Erdogan, atual primeiro-ministro da Turquia e candidato à Presidência. Tony Cross
Texto por: RFI
2 min

Neste domingo (10), 53 milhões de eleitores turcos elegem, pela primeira vez, um presidente por sufrágio universal. O atual primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, aparece como o grande favorito entre os 11 candidatos. Segundo as últimas sondagens, ele tem 20 pontos de vantagem sobre o segundo colocado e poderia ganhar já no primeiro turno.  

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A julgar pelas pesquisas eleitorais, Recep Tayyip Erdogan parece estar próximo de ser escolhido como o novo presidente da Turquia. Erdogan aparece com 55% a 56% de intenções de voto, 20 pontos a mais que o segundo colocado, Ekmeleddin Ihsanoglu, do Partido Republicano do Povo. Em terceiro lugar, está Selahattin Demirtas, do Partido Democrático do Povo, principal força pró-curda.

Aos 60 anos, Erdogan é chefe de governo desde 2003 e é considerado um político carismático. No seu último comício ontem, na cidade de Konya, ele prometeu uma “nova Turquia”. “Se Deus quiser, uma nova Turquia vai nascer. Uma Turquia forte vai nascer nas cinzas”, declarou diante de seus militantes.

Apesar de popular, a imagem do premiê e candidato à Presidência ter sido arranhada. Seus críticos o chamam de « sultão » e temem que a sua eleição concentre ainda mais o poder nas suas mãos. Caso seja eleito, Erdogan prometeu reformar Constituição para ampliar as atribuições do chefe de Estado.

Repressão

O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) - dirigido por Erdogan, lidera a cena política turca desde 2002. Em junho do ano passado, porém, milhões de turcos foram às ruas em uma onda de protestos para denunciar o caráter autoritário do governo de Erdogan e a sua proximidade dos meios conservadores religiosos.

Além da repressão violenta aos manifestantes, Erdogan também tenta sufocar outros canais da oposição. Ele censura redes sociais, chegando a proibir a atuação do YouTube e do Facebook, e afastou desafetos políticos da polícia.
 

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