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Israel/palestinos

Israel bombardeia Gaza em represália à violação de trégua

Coluna de fumaça em Gaza após um ataque aéreo israelense em 19 de agosto de 2014.
Coluna de fumaça em Gaza após um ataque aéreo israelense em 19 de agosto de 2014. REUTERS/Ahmed Zakot
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O exército israelense lançou ataques aéreos contra a Faixa de Gaza nesta terça-feira (19) depois de ter acusado o Hamas de ter atirado foguetes contra seu território, violando assim a trégua prevista para expirar durante a noite. No Cairo, delegação palestina acusa Israel de não promover avanços nas negociações.

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Segundo os militares israelenses, três foguetes foram disparados da Faixa de Gaza em direção à cidade de Beersheva, no sul de Israel, oito horas antes de expirar a trégua decidida na semana passada e prorrogada nesta segunda-feira por 24 horas.

Os disparos, que não fizeram vítimas, não foram reivindicados até o momento. O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abou Zouhri, disse não ter sido informado sobre os lançamentos.

Um porta-voz militar israelense afirmou que o chefe de governo havia dado ordens ao exército para atacar "alvos terroristas" no território palestino. Um jornalista da agência Reuters viu um caça israelense lançar um míssil no leste da cidade de Gaza. Testemunhas disseram que foram vários ataques na região.

Duas crianças ficaram feridas, segundo fontes médicas, e dezenas de palestinos voltaram a deixar suas casas depois de terem voltado dias antes.

Uma fonte israelense informou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu chamou de volta a Israel a delegação que participava no Cairo de uma reunião de negociações com os palestinos. No entanto, Israel não confirmou que as negociações indiretas com mediação do Egito foram rompidas.

Sem avanços nas discussões

No Cairo, onde são realizadas as negociações indiretas sobre um cessar-fogo durável, o chefe da delegação palestina alertou, na noite desta segunda-feira, após a prorrogação da trégua, sobre a falta de avanços nas discussões com Israel.

"Não há avanços sobre ponto algum", declarou Azzam al Ahmed. Um dirigente do Hamas, Moussa Abou Marzouk, escreveu na sua conta no twitter que o movimento islâmico não iria renunciar a nenhuma de suas reivindicações. Um dos pontos de maior discórdia é em relação à criação de um porto e de um aeroporto na Faixa de Gaza.

Israel disse que pretende abordar esse ponto da agenda somente no âmbito de negociações posteriores para concluir um acordo de paz permanente com os palestinos. Por outro lado, o Hamas exclui totalmente renunciar a abandonar suas armas, uma das maiores exigências dos israelenses.

Segundo o ministério palestino da Saúde, o atual conflito já deixou 2.016 mortos em Gaza, sendo a maioria civis. Israel registrou a morte de 64 militares e três civis.

 

 

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