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Violência/Gaza

Dezoito palestinos acusados de colaborar com Israel são executados em Gaza

Seis execuções foram realizadas diante dos palestinos que saíam da maior mesquita de Gaza nesta sexta-feira (22).
Seis execuções foram realizadas diante dos palestinos que saíam da maior mesquita de Gaza nesta sexta-feira (22). REUTERS/Stringer
Texto por: RFI
3 min

O canal de televisão do grupo islâmico Hamas anunciou nesta sexta-feira (22) que 18 homens acusados de colaborar com o governo israelense foram executados na Faixa de Gaza. Entre eles, seis foram mortos a tiros em praça pública, diante da maior mesquita de Gaza.

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Testemunhas relataram que homens com o uniforme da brigada Ezzedine al-Qassam, filiada ao Hamas, executaram seis palestinos diante dos fieis que saíam da grande mesquita de Gaza, depois da oração semanal. As vítimas, mortas a tiros, tinham os rosto cobertos e as mãos amarradas.

Além das mortes em praça pública, ao menos onze palestinos foram executados a tiros na sede da polícia, no centro da cidade de Gaza. Um outro homem também foi morto nas proximidades, de acordo com depoimentos e o portal de informação Majd, próximo do Hamas.

As execuções acontecem no dia seguinte à morte de três líderes do Hamas, depois que bombardeios israelenses destruíram um prédio ontem, em Rafah, onde se refugiavam integrantes do movimento.

Tribunais secretos

De acordo com o Majd, que cita o nome de um alto responsável da segurança em Gaza, penas foram decididas após um "procedimento judiciário" realizado pela “resistência”, como se autodenomina o conjunto de milícias que luta contra Israel em Gaza, liderados pelo Hamas. "O movimento não poupará nenhum colaborador do governo israelense. Todos serão julgados por tribunais revolucionários e pagarão por seus crimes", disse a fonte.

Os julgamentos da resistência são realizados em tribunais secretos, controlados por movimentos palestinos em Gaza. Segundo as leis palestinas, colaboradores do governo Israelense, assassinos e traficantes de drogas podem ser condenados à pena de morte.

Na teoria, todas as execuções devem ser aprovadas pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com quem o Hamas tem um acordo de reconciliação. Na prática, é o Hamas quem governa e toma todas as decisões na Faixa de Gaza.

 

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