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Rússia/sanções

Novas sanções europeias contra Rússia podem incluir boicote ao Mundial de 2018

O presidente russo, Vladimir Putin, deve apresentar plano de crise na Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, deve apresentar plano de crise na Ucrânia. REUTERS/B.Rentsendorj
Texto por: RFI
2 min

A possibilidade de um boicote europeu à Copa do Mundo na Rússia em 2018 foi citada em um documento de trabalho da União Europeia sobre sanções que poderiam ser aplicadas contra Moscou. A medida será discutida em função da evolução do conflito, de acordo com uma reportagem publicada no jornal Financial Times.

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Segundo o jornal, o documento cita uma "ação coordenada dentro do G7 para recomendar a suspensão da participação da Rússia em grandes eventos culturais, econômicos e esportivos, incluindo corridas de Fórmula 1, competições de futebol da UEFA e a Copa do Mundo de 2018."

A Rússia deverá começar a organizar o Mundial no verão do ano que vem, quatro anos depois dos Jogos Olímpicos de Sotchi, em fevereiro. Os apelos ao boicote já vem sendo defendidos há algum tempo pelos políticos alemães. No final de julho, o vice primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, estimou que a Copa não pode ser "manchada pela agressão da Rússia contra a Ucrânia."

A Federação Alemã de Futebol se opôs nesta terça-feira ao boicote. Segundo a entidade, citando os Jogos Olímpicos de Moscou em 1980, depois da invasão do Afeganistão, o bloqueio é contra-produtivo. "O bloqueio de 1980 não trouxe nada, só prejudicou os atletas", explicou o presidente da Federação, Wolfgang Niersbach.

Novas medidas endurecem acesso ao mercado de capitais

O deputado ecologista Daniel Cohn-Bendit já havia defendido, no mês de março, o boicote ao Mundial para protestar contra a atitude do presidente russo Vladimir Putin na crise ucraniana. A pedido dos chefes de Estado e do Governo, a Comissão Europeia deverá apresentar nesta quarta-feira aos países do bloco propostas para reforçar as sanções contra a Rússian acusada de enviar tropas para combater diretamente ao lado dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

A União Europeia decidiu reduzir o acesso da Rússia aos mercados de capitais europeus, impôs um embargo na venda de armas, aos bens de uso militar e civil e um limite das vendas de tecnologias "sensíveis" e de equipamento para o setor petrolífero. As próximas medidas devem tornar ainda mais difíceis o acesso da Rússia aos mercados financeiros europeus e endurecer as condições de venda de tecnologia de utilização militar.

 

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