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França/Terrorismo

França vai reforçar dispositivo militar para combater grupo EI

Caças Rafale participam de operações no Iraque contra grupo Estado Islâmico.
Caças Rafale participam de operações no Iraque contra grupo Estado Islâmico. REUTERS/ECPAD/Armee de l'Air/J. Brunet/Handout via Reuters
3 min

A França decidiu nesta quarta-feira (1) reforçar seu dispositivo militar para combater os jihadistas do grupo Estado Islâmico no Iraque. O anúncio foi feito pelo Palácio do Eliseu, após uma reunião de integrantes do Conselho de Defesa com o presidente François Hollande.

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"O presidente da República decidiu reforçar o dispositivo militar mobilizado", declarou o Eliseu em um comunicado, sem dar mais detalhes concretos sobre o reforço. Em princípio, o objetivo é aumentar a presença francesa nas instâncias da coalizão internacional criada para combater o grupo Estado Islâmico, afirmou o ministério da Defesa.

Um reforço do dispositivo militar francês na base de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, também poderá ser discutido. Segundo a mesma fonte ouvida pela agência AFP, Paris estuda também dar mais apoio às forças terrestres, principalmente no Curdistão iraquiano.

Este reforço será feito com "todos os meios e em todas as áreas necessárias para garantir a eficiência e atingir os objetivos fixados", informou fontes próximas do chefe de Estado francês.

O Palácio do Eliseu informou que a França vai prosseguir suas ações no Iraque para atender ao pedido das autoridades locais. O objetivo é enfraquecer os grupos terroristas armados para que as forças iraquianas possam restaurar a estabilidade e a segurança no país.

"A França vai continuar sua mobilização em colaboração estreita com o conjunto de parceiros implicados na coalizão que está se ampliando", afirma a presidência.

Operações de reconhecimento e bombardeios

Desde o dia 15 de setembro, a aviação francesa faz operações de reconhecimento e bombardeia posições do grupo ultrarradical no Iraque, no âmbito da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

As ações da França são feitas com seis caças Rafale, um avião de carga e um aparelho de informação Atlantique 2 na base de Al-Dhafra, de onde partem as missões para o Iraque.

As operações são realizadas em contato direto com um centro operacional americano no Catar, onde oficiais franceses estão inseridos. O governo francês também envia armamento, especialmente metralhadoras de 12,7 mm, aos combatentes curdos, além de oferecer formação militar no Curdistão iraquiano.

O engajamento da França na luta contra os jihadistas foi apontado como um dos motivos do sequestro do turista francês Hervé Gourdel, raptado e decapitado no interior da Argélia por ultrarradicais que se apresentaram com aliados do grupo Estado Islâmico.

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