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África/Ebola

Número de novos casos do Ebola diminiu na Libéria, mas OMS pede prudência

Bruce Aylward, diretor-geral adjunto da OMS e coordenador das operações de luta contra o surto, afirmou nesta terça-feira, que número de novos casos de febre Ebola diminuiu na Libéria.
Bruce Aylward, diretor-geral adjunto da OMS e coordenador das operações de luta contra o surto, afirmou nesta terça-feira, que número de novos casos de febre Ebola diminuiu na Libéria. REUTERS/Denis Balibouse
Texto por: RFI
3 min

O número de novos casos do vírus Ebola diminuiu na Libéria, o país mais atingido pela epidemia, mas ainda é cedo para afirmar que a doença esteja sob controle. A declaração foi feita nesta quarta-feira (29) por Bruce Aylward, sub-diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

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“O número de novos casos diminuiu na Libéria”, afirmou o representante de OMS, dizendo temer que a informação seja mal interpretada “e que as pessoas acreditem que o Ebola esteja sob controle” no país africano, o mais atingido pela epidemia. A Organização Mundial da Saúde deverá divulgar, ainda nesta quarta-feira, um novo balanço do número de casos, que já chegam a 13.700.

Metade deles foi registrado na Libéria, onde cinco mil pessoas já morreram vítimas da doença. Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, a Cruz Vermelha, encarregada da coleta de corpos na capital, Monróvia, disse ter constatado uma “baixa significativa do número de cadáveres recolhidos desde o início do mês.”

Para o doutor Aylward, vários fatores explicam essa “evolução”: as campanhas de informação nas comunidades, que acarretam uma mudança de comportamento, a modificação dos ritos funerários, que interrompe a cadeia de transmissão, e o esforço para encontrar as pessoas que estiveram em contato com doentes. “São dados positivos, mas ainda não sabemos quanto tempo isso vai durar”, questiona o médico.Na semana passada, o Mali se tornou o sexto país da África mais atingido pela epidemia. Os casos também continuam a aumentar na Serra Leoa, segunda nação com maior número de doentes.

Paralelamente, um grupo de quarenta personalidades políticas, diplomatas e militares europeus pediu nesta quarta-feira à OTAN que mobilizasse navios e aviões na luta contra o Ebola no oeste do continente. Em duas cartas abertas, dois ex-secretários-gerais e três ex-primeiros-ministros estimam que a OMS e a ONU devem solicitar a assistência da OTAN, cuja “capacidade logística pode mudar a situação.”

Estados Unidos colocam soldados em quarentena

O secretário americano da Defesa Chuck Hagel decidiu colocar em quarentena, durante 21 dias, todos os soldados que estiveram no oeste da África participando da luta contra a epidemia de Ebola. Atualmente, 600 militares estão na Libéria e uma centena no Senegal. Segundo o governo americano, eles não tiveram nenhum contato com pessoas infectadas pela doença, que já matou 5 mil pessoas. A quarentena é uma medida de precaução.
 

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