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Israel autoriza construção de 500 casas no leste de Jerusalém

A construção de novas casas exacerba as tensões em Jerusalém
A construção de novas casas exacerba as tensões em Jerusalém REUTERS/Ronen Zvulun

O Ministério do Interior israelense autorizou nesta segunda-feira (3) a construção de 500 casas no assentamento de Ramat Shlomo, no leste de Jerusalém. A obra integra dois projetos do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que pediu que ela fosse acelerada no dia 27 de outubro, provocando reações indignadas dos representantes palestinos.

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Os dois projetos prevêem a construção de mais de mil residências nos territórios ocupados. O anúncio do premiê aumenta o clima tenso entre israelenses e palestinos e dificulta a retomada das negociações de paz. A decisão também gerou críticas dos Estados e da União Europeia, que pediram a Israel que "voltasse atrás". Mas, apesar da desaprovação internacional, Netanyahu decidiu acelerar o projeto de Ramat Shlomo, bloqueado desde 2006.

Segundo Hagit Ofran, dirigente da ONG israelense Paz Agora, que é contra colonização, as casas devem ficar prontas em no máximo um ano. "A decisão de acelerar o projeto em Ramat Shlomo é irresponsável. Ela prova que Benjamin Netanyahu não quer uma solução de dois estados independentes, mas apenas um estado colonizado", declarou.

"Israel está no seu direito", diz premiê

"Israel está no seu direito quando ele constrói nos bairros judeus, é um consenso. Todos os governos fizeram isso e todos os palestinos entenderam que esses bairros continuarão sob controle israelense", declarou Netanyahu na semana passada. Ele comparou as obras "ao direito que os franceses têm de construir em Paris e os ingleses em Londres."

Em caso de separação dos dois estados, proposta feita várias vezes durante as rodadas das negociações de paz, o leste de Jerusalém seria a capital da Palestina. Mas os palestinos também exigem a interrupção total da construção de novos assentamentos, um ponto de divergência que bloqueia o processo. A comunidade internacional também julga ilegal a ocupação israelense na região.

 

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