África/Ebola

Número de casos do ebola aumenta em Serra Leoa

Navio atraca eem Freetown, na Serra Leoa
Navio atraca eem Freetown, na Serra Leoa REUTERS/Tom Robinson

O número de casos de ebola aumentou em Serra Leoa por conta da insuficiência das estruturas específicas de tratamento e produtos de primeira necessidade. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) pelas Nações Unidas, que alertam para a urgência da instalação de novos leitos e centros de tratamento no país africano.  

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Em seu relatório semanal, a organização sublinha que a epidemia é particularmente virulenta nas regiões costeiras perto da capital, Freetown. Desde o início da epidemia, que teve início em março na Guiné, a doença já matou mais de 4.818 pessoas, sendo 1.062 em Serra Leoa, país que mais preocupa as agências sanitárias internacionais.

Nesta quarta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) também notou que o número de casos continuava aumentando na Serra Leoa, mas o país possui apenas 288 leitos distribuídos em quatro centros especializados no tratamento da doença.

Oficialmente, 196 doentes haviam sido curados até o dia 2 de novembro, mas a ONU considera que metade desses dados não correspondem à realidade: mais da metade dos casos em Serra Leoa não são conhecidos. Já na Guiné e na Libéria, os dois países mais atingidos pelo vírus, a situação começa a se estabilizar.

Para evitar novas contaminações, missão da ONU pede novos leitos

De acordo com a ONU, para suprir a demanda são necessários 1.900 leitos adicionais até o início de dezembro. Mas os dez novos centros de tratamento que devem ser inaugurados no país serão insuficientes.

"Deve haver um planejamento para a instalação de 731 leitos, que devem ser garantidos e colocados à disposição até a primeira semana de dezembro", segundo a ONU. Caso contrário, as famílias são obrigadas a cuidar dos doentes em casa, sem proteção adequada, o que as expõe à contaminação. 

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