Quênia/ ataque

Terroristas executam 28 passageiros de ônibus no Quênia

Uma das mesquistas fechadas pelas autoridades quenianas, em Mombasa.
Uma das mesquistas fechadas pelas autoridades quenianas, em Mombasa. REUTERS/Joseph Okanga

Os extremistas do grupo somali Al Shebab reivindicaram neste sábado (22) a execução de 28 passageiros de um ônibus no nordeste do Quênia, perto da fronteira com a Somália. Os radicais afirmam que a ação é uma represália a operações realizadas pela polícia queniana em quatro mesquitas de Mombasa, na costa do Quênia.

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Um porta-voz do grupo divulgou um comunicado assumindo a autoria do ataque, horas depois das mortes, ocorridas no início da manhã. “Confirmo que 28 viajantes inocentes foram brutalmente mortos pelos shebabs”, declarou o chefe de polícia do departamento de Mandera, Noah Mwavinda, à agência de notícias AFP.

De acordo com a fonte, os radicais obrigaram o ônibus a parar e a se afastar da estrada. Em uma região deserta, mandaram todos descerem e separaram os muçulmanos dos não-muçulmanos, com os quais retornaram ao veículo. Com os reféns, os radicais tentaram deixar a região, mas o ônibus atolou na estrada. Os extremistas então mataram os 28 não-muçulmanos a sangue-frio.

“Havia cerca de 60 passageiros no ônibus. Os milicianos prepararam a emboscada a oito quilômetros da saída de Mandera”, explicou o porta-voz. O veículo se dirigia para Nairóbi, capital do Quênia. Um policial afirmou que estão sendo feitas buscas na região para encontrar passageiros desaparecidos.

Fechamento de mesquitas

Na segunda-feira (17), as autoridades quenianas fecharam quatro mesquitas frequentadas por islamistas radicais, causando a ira dos extremistas. Nos locais, foram encontradas armas, granadas, coquetéis molotovs e manuais de formação ao terrorismo, segundo a polícia. Cerca de 300 pessoas foram presas e um jovem foi morto durante a operação, criticada pela população local, que teme uma onda de ataques extremistas.

O Quênia, com 80% da população cristã, tem sido alvo de frequentes atos dos shebabs depois que enviou tropas para combater os islamistas no sul da Somália, em outubro de 2011. As regiões mais afetadas são as que fazem fronteira com a Somália. Os governos locais pedem o envio de reforço militar para combater os terroristas.
 

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