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África/Eleições

Béji Caid Essebsi, da aliança laica, é eleito presidente da Tunísia

Apoiadores da candidatura de Nidaa Tounes gritam slogans em Tunis.
Apoiadores da candidatura de Nidaa Tounes gritam slogans em Tunis. REUTERS/Anis Mili
2 min

Os moradores da capital Túnis não esperaram o resultado oficial da eleição presidencial tunisiana e saíram às ruas na noite deste domingo (21) para comemorar a vitória do candidato Béji Caid Essebsi, da aliança laica Nidá Tunísia. A confirmação veio na tarde desta segunda-feira: Essebsi se tornou o primeiro presidente eleito da Tunísia desde 1956 com 55% dos votos.

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Assim que as urnas foram fechadas, o diretor de campanha do partido Nidá Tunísia declarou vitória, mas sem falar em números. Diante de 2 mil pessoas reunidas em seu QG de campanha ontem à noite, Caid Essebsi, de 88 anos, agradeceu os eleitores e saudou o seu rival político.

A taxa de participação dos eleitores ficou em 60% e Essebsi obteve 1,7 milhão de votos contra 1,3 milhão de Moncef Marzouki. Considerado anti-islâmista, o novo presidente pautou sua campanha por acusações contra Marzouki, a quem creditava a "ruína" do país logo após a revolução de 2011, que depôs Zine El Abidine Ben Ali e deu início à Primavera Árabe.

Pouca alternância no poder

O partido Nidá Tunísia obteve uma segunda vitória em menos de dois meses, já que o partido laico venceu as eleições legislativas de outubro.

A Tunísia passa por uma reforma em sua Constituição e o presidente terá poderes limitados, para evitar que o país caia de novo em uma ditadura. Desde 1956, quando conquistou sua independência da França, a Tunísia viu pouca alternância de poder. O país foi governado por Habib Bourguiba entre 1959 e 1987 e, depois, por Zine El Abidine Ben Ali durante 23 anos.

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