Terrorismo/EI/Japão

Prazo para grupo EI executar reféns do Japão e Jordânia vai expirar

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tenta evitar a execução do segundo refém, Kenji Goto.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tenta evitar a execução do segundo refém, Kenji Goto. Reuters

Faltam poucas horas para o fim do prazo que o grupo Estado Islâmico deu para a troca de dois reféns, o jornalista japonês Kenji Goto e o piloto jordaniano Maaz al-Kassasbeh, pela jihadista iraquiana Sajida al-Rishawi, presa e condenada à morte na Jordânia. Caso a exigência não seja cumprida, o grupo terrorista disse que vai matar os dois prisioneiros.

Publicidade

Ewerthon Tobace, correspondente da RFI Brasil em Tóquio

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse nesta quarta-feira (28) estar chocado com as ameaças do grupo terrorista. Ele classificou este último vídeo postado na terça-feira (27) como “absolutamente desprezível”, mas garantiu que o governo estava pedindo a cooperação da Jordânia. No entanto, ele voltou a reiterar que não vai ceder ao terrorismo.

Publicado em sites de grupos radicais islâmicos, o vídeo mencionado por Abe mostra uma imagem fixa do jornalista japonês Kenji Goto segurando uma foto do piloto jordaniano. Uma gravação em inglês, supostamente lida por Goto, informa que ele e seu colega de cativeiro serão executados em 24 horas, caso a terrorista iraquiana não seja libertada. Na mensagem, o japonês implora para que não os deixem morrer.

O primeiro-ministro convocou uma reunião de gabinete nesta quarta-feira de manhã e pediu para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis para garantir a segurança dos japoneses e também dos outros cidadãos japoneses que estão no exterior.

Desde a semana passada, quando o primeiro vídeo foi divulgado, a pressão pública para a libertação dos reféns vem aumentando. A notícia ganhou destaque na mídia e, na tevê, programas inteiros são dedicados ao assunto.

No último sábado (24), o grupo extremista disse ter executado outro refém japonês, Haruna Yukawa. Os jihadistas exigiam de Tóquio o pagamento de US$ 200 milhões no prazo de 72 horas para libertar os dois prisioneiros.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI