Israel

Hezbollah diz que ataque contra soldados de Israel foi motivado por vingança

O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute, em novembro de 2014.
O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute, em novembro de 2014. REUTERS/Khalil Hassan

A tensão na fronteira entre Israel e Líbano continua nesta quinta-feira (29), depois das hostilidades entre os dois países, ontem, que deixaram dois soldados israelenses e um espanhol mortos. O incidente começou quando a guerrilha libanesa Hezbollah lançou cinco mísseis antitanque contra dois jipes militares de Israel, que faziam uma ronda na fronteira, matando dois soldados e ferindo sete.

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Correspondente da RFI em Israel, Daniela Kresch.

O grupo também lançou foguetes e morteiros contra solo israelense. Israel revidou com disparos de artilharia contra alvos do Hezbollah no Sul do Líbano e na parte síria das Colinas de Golã.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu dizendo que o exército está preparado para agir fortemente em todas as frentes. Na troca de hostilidades, um soldado espanhol das forças de paz da ONU na região, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), morreu.

As Nações Unidas criaram uma comissão para investigar a morte. De noite, o Hezbollah enviou uma mensagem a Israel através da Finul afirmando que cessou-fogo de seu lado.

“Olho por olho”

Segundo o grupo, a ação de quarta-feira foi uma vingança, que chamou de “olho por olho”, por um ataque no dia 19 de janeiro, nas Colinas de Gola, no qual 12 militantes do grupo xiita libanês e militares iranianos morreram.

O ataque foi atribuído a Israel, mesmo que o país não tenha assumido a autoria. Esse foi o mais grave incidente desde o conflito de 34 dias entre o exército israelense e o grupo xiita Hezbollah, em julho e agosto de 2006.

O primeiro-ministro libanês Tammam Salam afirmou que seu país está comprometido com a resolução 1701 da ONU que decretou o cessar-fogo em 2006, criticando o Hezbollah por tomar decisões sem consultar o governo de Beirute. Mas Salam apontou Israel como culpado pela tensão na fronteira.

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