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Grã-Bretanha/Jihadismo

Reino Unido se mobiliza para resgatar meninas que integraram grupo Estado Islâmico

As três jovens britânicas foram filmadas no aeroporto de Gatwick, antes de embarcar para a Turquia.
As três jovens britânicas foram filmadas no aeroporto de Gatwick, antes de embarcar para a Turquia. Metropolitan police
Texto por: RFI
3 min

A história de três adolescentes britânicas que deixaram o país para integrar o grupo Estado Islâmico tem provocado emoção no Reino Unido. As famílias das meninas estão mobilizadas e, mesmo se o destino das garotas não foi confirmado, as autoridades se questionam sobre como impedir a radicalização dos jovens do país.

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Kadiza, Shamima e Amira, três jovens com idades entre 15 e 16 anos, foram vistas na terça-feira (17), no aerporto de londrino de Gatwick, embarcando para a Turquia, destino usado pelos ocidentais que tentam entrar na Síria para integrar o grupo Estado Islâmico, na vizinha Síria. Segundo a polícia britânica, as garotas teriam seguido o exemplo de uma amiga, que integrou a formação jihadista em dezembro passado. Uma delas também estava em contato, via Twitter, com Aqsa Mahmood, que deixou Glasgow em 2013 para morar na Síria e que estaria tentando recrutar mais jovens.

Sayeeda Warsi, ex-secretária de Estado do ministério britânico das Relações Exteriores, confirma que os jovens são cada vez mais convertidos às teses dos extremistas via internet. “As pessoas não se radicalizam mais nos lugares de culto, e sim em seus quartos, diante dos computadores”, comenta.

Pais pedem que filhas voltem da Síria

Os pais das três jovens divulgaram comunicados no sábado (21), pedido a volta das adolescentes. “Entendemos que você tenha convicções profundas e queira ajudar os que sofrem na Síria, mas você pode fazer isso na Inglaterra, sem colocar sua vida em risco”, diz um dos textos.

“A situação é extremamente preocupante e nossas autoridades farão o possível para ajudar essas jovens”, reagiu o primeiro-ministro britânico, David Cameron. O governo avisou que pretende adotar novas medidas para aumentar o controle nas fronteiras.

Segundo especialistas, mais de 500 mulheres vindas de países ocidentais já fazem parte do grupo Estado Islâmico, e pelo menos 50 delas seriam jovens britânicas. O Reino Unido conta com cerca de 500 cidadãos nas tropas jihadistas. 

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