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Síria/Estado Islâmico

Grupo Estado Islâmico sequestrou mais de 220 cristãos assírios, diz ONG

Ocupação do grupo Estado Islâmico provoca êxodo de cristãos assírios na Síria
Ocupação do grupo Estado Islâmico provoca êxodo de cristãos assírios na Síria REUTERS/Rodi Said/Files
Texto por: RFI
3 min

Na Síria, cerca de 5 mil cristãos assírios abandonaram suas casas depois que o Grupo Estado Islâmico sequestrou mais de 220 pessoas nos ultimos três dias, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). De acordo com a Rede Assíria dos Direitos Humanos, baseada na Suécia, as vítimas são principalmente velhos, mulheres e crianças. Eles teriam sido levados para Chaddadah, uma cidade sob controle dos terroristas ao sul de Hassakah.

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O Grupo Estado Islâmico se apoderou de cerca de dez vilarejos cristãos na região de Tall Tamer, o que provoca o êxodo de seus moradores. Hassakah, assim como Qamishli, têm sido os principais destinos dessas pessoas. Estima-se que pelo menos mil famílias deixaram o extremo nordeste da Síria, na fronteira com a Turquia, por conta da ameaça extremista.

Reação

Para a Rede Assíria, o Estado Islâmico toma reféns para tentar trocá-los por jihadistas presos pelos curdos. O OSDH afirma que os sequestros são parte de uma vingança por uma ofensiva curda, apoiada pela coalizão internacional, na região de Hassakah.

O Conselho de Segurança da ONU exigiu a liberação imediata e incondicional de todos os reféns. Em nota oficial, o Governo Brasileiro também condenou os sequestros e reiterou "seu total repúdio a quaisquer atos terroristas ou de violência, em especial aqueles direcionados a pacíficas populações civis". Leia abaixo a nota na íntegra.

Os assírios constituem uma das mais antigas comunidades de cristãos convertidos. Antes do início do movimento contestatório que começou em 2011 e depois se converteu em guerra civil, cerca de 30 mil deles viviam na Síria.

Propaganda jihadista

O grupo sunita radical, que sofreu uma série de derrotas nas últimas semanas no Iraque, lançou nesta quinta-feira (26) na internet uma "campanha internacional" de apoio ao "califato islâmico" proclamado em junho de 2014 por seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi.

Um dos principais alvos da propaganda jihadista é a França: "Os 'lobos solitários' (como são chamados os terroristas que agem por conta própria) não vão parar de matar cada um de vocês. Vocês pagarão pelos insultos ao profeta Maomé", diz o texto, em referência ao ataque contra o jornal satírico Charlie Hebdo, em janeiro deste ano.

Nota do Itamaraty:

Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete

Nota nº 54
25 de fevereiro de 2015

Sequestro de cristãos assírios pelo Estado Islâmico

O Governo brasileiro condena veementemente o ataque a vilarejos assírios, realizado pelo grupo autodenominado "Estado Islâmico", em Hasakah, no nordeste da Síria. Nesse sentido, condena, nos mais fortes termos, o sequestro de pelo menos 90 moradores cristãos assírios daquela localidade, como nova manifestação de intolerância religiosa.

Ao solidarizar-se com os familiares das vítimas, esperando que a incolumidade das vítimas e seu pronto retorno sejam garantidos, o Governo brasileiro reitera seu total repúdio a quaisquer atos terroristas ou de violência, em especial aqueles direcionados a pacíficas populações civis.

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