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Israel/ eleições

Às vésperas de eleições israelenses, apoio a opositores de Netanyahu aumenta

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. REUTERS/Sebastian Scheiner/Pool
Texto por: RFI
3 min

Na reta final das eleições antecipadas em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está em queda nas pesquisas de intenções de voto. A correspondente da RFI em Jerusalém, Murielle Paradon, relata que a campanha eleitoral do premiê, centrada na segurança, não surtiu o efeito esperado.

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As eleições legislativas acontecem na terça-feira (17). As últimas pesquisas de opinião mostram uma tendência em favor da aliança centrista União Sionista, após semanas de disputa equilibrada com o Likud, de Netanyahu.

O primeiro-ministro advertiu novamente os eleitores que abandonaram o Likud em prol de partidos de direita com linha política semelhante que, sem os seus votos, ele poderá perder a eleição. “O risco de perdermos as eleições é real”, reconheceu Netanyahu, nas páginas do jornal Jerusalém Post. O premiê advertiu os israelenses de que, se o centro-esquerda vencer a votação, a segurança do país estará em risco.

O tema permeou toda a campanha do conservador, incluindo a ameaça que representa o Irã e a possibilidade de o vizinho fabricar uma arma nuclear. Os seus adversários apostaram em ampliar o bem-estar social e baixar o custo de vida, duas preocupações cotidianas dos israelenses.

O líder avalia que seus concorrentes, Yitzhak Herzog e Tzipi Livni, não têm condições de dirigir Israel. “O primeiro-ministro está em pânico, então ele usa o seu velho método retórico de’ recorrer ao medo e à ameaça”, retrucou Herzog.

Aliança

As previsões mais recentes apontam que a União Sionista poderá conquistar até 24 cadeiras no Parlamento, de 120 membros, enquanto o Likud ficaria com 21. A aliança oposicionista espera que a diferença seja suficiente para convencer o presidente de Israel a chamar seu líder – o dirigente do partido Trabalhista, Isaac Herzog – para formar o novo governo de coalizão.

Pelo que foi acertado na coligação, o trabalhista ocuparia o cargo de primeiro-ministro por dois anos e, em seguida, entregaria o posto à centrista Tzipi Livni, a mais proeminente mulher da política israelense, que cumpriria o restante do mandato de quatro anos de governo.
 

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