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Tunísia/Terrorismo

Atentado na Tunísia matou 20 estrangeiros; nove suspeitos são detidos

Policiais cercam o Museu do Bardo, em Túnis, onde dois terroristas mataram 20 estrangeiros e um policial tunisiano antes de serem abatidos pelas forças de segurança.
Policiais cercam o Museu do Bardo, em Túnis, onde dois terroristas mataram 20 estrangeiros e um policial tunisiano antes de serem abatidos pelas forças de segurança. REUTERS/Zoubeir Souissi
Texto por: RFI
3 min

A Tunísia amanheceu determinada a combater o terrorismo após o atentado que deixou 21 mortos (19), além de dois terroristas, nessa quinta-feira (18). As vítimas são 20 turistas estrangeiros e um policial tunisiano. A polícia deteve nove pessoas suspeitas de ligação com os autores do ataque.

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Treze corpos já foram identificados, segundo o Ministério da Saúde. Entre os mortos estão cidadãos da Colômbia, França, Reino Unido, Bélgica, Polônia, Itália, Austrália e Japão.

Nessa madrugada, o Ministério das Relações Exteriores da França confirmou que dois franceses morreram no ataque ao Museu do Bardo. Na verdade, o alvo dos terroristas era a sede do Parlamento tunisiano, em Túnis, que é vizinho ao museu e votava, na hora do ataque, uma lei antiterrorista. Como os dois terroristas não conseguiram entrar no Parlamento, eles fuzilaram turistas que chegavam de ônibus ao museu e, em seguida, se refugiaram no local, até serem mortos pela polícia.

Atentado terrorista islâmico

O governo da Tunísia não tem dúvidas de que se trata de um atentado terrorista islâmico. A incógnita é saber qual facção do jihadismo pôde fazer essa operação. As investigações privilegiam duas hipóteses: a célula tunisiana do grupo Aqmi, o braço armado da Al Qaeda no norte da África, ou combatentes tunisianos do grupo Estado Islâmico.

Grupos jihadistas na Tunísia

Segundo o jornalista da RFI especializado em jihadismo, David Thomson, a célula tunisiana do Aqmi é formada por cerca de 60 combatentes, conhecida em árabe pelo nome de Okba Ibn Nafaâ. O grupo atua na fronteira com a Argélia, mas tem células em áreas urbanas em quase todo o país. Todos os meses, há operações terroristas na Tunísia comandadas por eles.

Outra hipótese, de acordo com David Thomson, é que o atentado tenha sido planejado pelo grupo Estado Islâmico. Embora até o momento não exista uma célula declarada dessa facção na Tunísia, o ataque de ontem pode ter sido praticado por jihadistas tunisianos que voltaram da Síria e do Iraque.

A Tunísia é o primeiro país fornecedor de jihadistas estrangeiros para o grupo Estado Islâmico. São 3 mil combatentes tunisianos para uma população de 11 milhões de habitantes. Jihadistas tunisianos residentes na Líbia poderiam ter atravessado a fronteira para realizar a ação terrorista.

Essa é a primeira vez que civis, turistas e ocidentais são alvos de ataque desde a revolução tunisiana, que deu início à Primavera Árabe, em dezembro de 2010.

Terroristas atacaram principal fonte de renda do país

O turismo é a principal fonte de recursos da economia tunisiana. Para demonstrar que não pretende se intimidar diante dos terroristas, o governo informou que o Museu do Bardo será reaberto ao público no início da semana que vem, segunda ou terça-feira.

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