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Tunísia/Terrorismo

Autores de atentado a museu na Tunísia foram treinados na Líbia

Mosaico do Museu do Bardo recebeu a inscrição "Je suis Bardo", "Eu sou Bardo", inspirado no slogan "Eu sou Charlie", criado após o ataque contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo.
Mosaico do Museu do Bardo recebeu a inscrição "Je suis Bardo", "Eu sou Bardo", inspirado no slogan "Eu sou Charlie", criado após o ataque contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo. @museeBardo
Texto por: RFI
2 min

Os dois autores do atentado de quarta-feira (18) ao Museu do Bardo em Túnis, capital da Tunísia, aprenderam a manejar armas na Líbia. A afirmação é do secretário de Estado tunisiano de Assuntos Internos, Rafik Chelly. Segundo ele, os jihadistas Yassine Abidi e Hatem Khachnaoui eram extremistas salafistas takfiris e deixaram o país clandestinamente em dezembro para receber treinamento na Líbia, um dos países onde está implantado o grupo Estado Islâmico.

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A organização terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou ontem, por meio de uma gravação de áudio na internet, o ataque ao museu tunisiano e chamou os dois autores de "cavaleiros do califado". Com idades de 20 e 27 anos, eles usavam os pseudônimos de Abu Zakaria e Abu Anas entre os combatentes do EI. O grupo ultrarradical islâmico prometeu realizar novos atentados na Tunísia. Por precaução, a polícia cercou a sede da rádio nacional em Túnis devido às ameaças.

O presidente tunisiano, Béji Caid Essebsi, confirmou em entrevista à rede de tevê francesa TF1 que os autores do massacre tinham explosivos. "As forças de segurança evitaram uma catástrofe ainda maior", revelou o chefe de Estado.

O ataque ao museu deixou 21 mortos, além dos dois terroristas, segundo o último balanço oficial. Quinze vítimas já foram identificadas. A grande maioria dos mortos, 20 pessoas, eram turistas estrangeirosvindos da Colômbia, França, Reino Unido, Bélgica, Polônia, Itália, Austrália e Japão. O governo francês tenta identificar se um terceiro cidadão do país morreu na tragédia. 

Em um clima de luto, a Tunísia celebra hoje o aniversário de 59 anos de sua independência.

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