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Relatório/Felicidade

Ranking mundial da Felicidade: Suíça lidera e Brasil é 16°

O relatório investigou 158 países para estabelecer o ranking dos "mais felizes".
O relatório investigou 158 países para estabelecer o ranking dos "mais felizes". DR
3 min

A Suíça é o país mais feliz do mundo, seguida de perto pela Islândia, Dinamarca, Noruega e Canadá, segundo um estudo internacional divulgado nesta quinta-feira (23) em Nova York. O estudo analisou a felicidade e a qualidade de vida de 158 países. O Brasil ocupa a 16ª posição.

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A edição de 2015 do relatório World Happiness Report (Relatório Mundial da Felicidade, em tradução livre) é a terceira publicação visando estabelecer um ranking de felicidade para orientar políticas públicas dos governos. O primeiro estudo foi publicado em 2012.

Para definir a lista dos países mais "felizes" do mundo, especialistas analisaram diferentes critérios como expectativa de vida com boas condições de saúde, o PIB per capita, relações sociais (ter alguém com quem contar), a confiança (medida pela percepção de ausência de corrupção na política ou nos negócios), a noção de liberdade nas escolhas da vida e a generosidade.

Poucas mundanças entre os mais felizes

Os 13 países que encabeçam a lista dos países mais felizes são os mesmos do estudo publicado em 2014, mas em ordem diferente, informou o diretor da Universidade Columbia, de Nova York, Jeffrey Sachs. O pesquisador é um dos responsáveis pelo estudo, juntamente com John Helliwell da Universidade canadense UBC e Richard Layard, da London School of Economics.

Em comum, esses países combinam riqueza e forte relação social, bem como governos relativamente honestos e responsáveis. "Os países que ficam abaixo desse grupo não apresentam os mesmos níveis de renda ou de vínculo social, ou ambos ao mesmo tempo", explicou Sachs.

Países da África são os últimos colocados

Entre os países mais "infelizes" do mundo estão o Afeganistão (153°) e a Síria (156°), fortemente atingidos por guerras. Mas é o Togo que está no final da lista (158°) como o país mais distante dos critérios de felicidade estabelecidos pela pesquisa. Outros países africanos aparecem mal colocados no ranking: Burundi (157°), Benin (155°), Ruanda (154°), Burkina Faso (152°), Costa do Marfim (151°), Guinée (150°) e Chade (149°).

A Irlanda e a Islândia são apontados pelo relatório como exemplos de países que se mantiveram felizes, apesar das turbulências de uma grave crise econômica. Um dos motivos é a forte ligação social entre seus moradores. O documento também cita o caso do Japão, onde a tragédia de Fukushima teve o efeito de criar uma grande onda de solidariedade e confiança nas pessoas, que se traduziram em um critério de felicidade.

Segundo o diretor da Unversidade de Columbia, uma das perspectivas do estudo é oferecer reflexões para os governos em um período onde novos objetivos devem ser estabelecidos em relação ao desenvolvimento sustentável.

O relatório, publicado pelo SDSN (Sustainable Development Solutions Network - Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável), também insiste na importância de investir bem cedo, desde a infância, para que o mundo tenha adultos mais independentes, produtivos e felizes.

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