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Terremoto/Nepal

Número de mortos em terremoto no Nepal ultrapassa 1.340

Voluntários ajudam na retirada de corpos dos destroços do violento terremoto que atingiu o Nepal neste sábado (25).
Voluntários ajudam na retirada de corpos dos destroços do violento terremoto que atingiu o Nepal neste sábado (25). REUTERS/Navesh Chitrakar
Texto por: RFI
4 min

Um violento terremoto de de 7,9 na escala Ritcher atingiu a região central do Nepal neste sábado (25). O balanço de mortos aumenta todas as horas e, de acordo com último comunicado das autoridades nepalesas, o número de vítimas já ultrapassa 1.340. As buscas por sobreviventes foram interrompidas durante a noite e os serviços de socorro já adiantaram que o número de mortos vai aumentar vertiginosamente neste domingo (26).

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O epicentro do terremoto foi a cerca de 80 quilômetros ao norte da capital Katmandu. Mas os tremores foram sentidos até na capital indiana Nova Délhi, assim como no Tibete e em Bangladesh. Mais de 40 mortes ocorreram na Índia e na China.

O tremor foi superficial em termos de profundidade, o que intensificou sua força destrutiva. Um colapso nas comunicações dificultava os esforços de ajuda, levantando temores de desastre humanitário no país do Himalaia, com 28 milhões de habitantes.

No monte Everest, frequentado por alpinistas do mundo inteiro, o fenômeno causou uma série de avalanches, nesta que é uma temporada típica de alpinismo. A estimativa é de que 300 mil turistas estrangeiros estejam no Nepal. Cerca de mil alpinistas, entre eles, 400 estrangeiros, estavam no acampamento de Pumori quando o desprendimento de uma camada de neve encobriu o local.

"Estamos enfrentando uma tremenda crise aqui e é difícil saber o número de mortos e a extensão dos danos", disse Mohan Krishna Sapkota, uma autoridade turística local. "Os alpinistas estão espalhados por todo o campo que serve como base e alguns estão mais para cima. É quase impossível entrar em contato com eles."

O alpinista Daniel Mazur disse que sua equipe ficou bloqueada no campo um devido ao tremor. "Um enorme terremoto acaba de atingir o Everest. O campo-base ficou muito danificado. Nossa equipe está presa no campo 1. Por favor, rezem por todos", tuitou.

O balanço provisório de mortos indicava 18 vítimas, número que também deve aumentar com a chegada de uma equipe de salvamento do exército indiano. A comunicação com o local era difícil até o final da noite deste sábado.

Bairros reduzidos a ruínas

Em Katmandu, bairros foram reduzidos a ruínas. A histórica torre Bhimsen ou Dharara, do século 19, que tinha 14 andares, desapareceu nos destroços. Mesmo as construções que resistiram aos tremores podem estar condenadas. Até nas ruas é possível ver as fissuras deixadas pelo fenômeno, tamanha sua intensidade.

O nepalês Ram Khanal contou à RFI que estava em casa almoçando com a família quando sentiu o tremor e que teve que deixar o local às pressas. "Saímos correndo, todos os vizinhos fizeram o mesmo. No meu bairro, eu vi casas desmoronando, há várias residências completamente destruídas", descreveu.

Khanal disse que a terra continua a sacodir a cada dez ou quinze minutos. "Nesta noite, todo mundo está dormindo na rua. Estamos com medo de ficar dentro de algum lugar que desabe. Eu já passei por vários terremotos, mas nunca um tão forte como esse", contou.

De fato, este é o pior terremoto vivido pelo país desde 1934. Na ocasião, um intenso tremor de terra deixou 8.500 mortos.

De acordo com autoridades nepalesas, quase todo o território do Nepal foi fortemente atingido pelo terremoto nesta manhã. Os hospitais se encheram rapidamente e ambulatórios tiveram que ser improvisados pelas ruas. Médicos e enfermeiros não conseguem atualizar o número de vítimas. Os corpos são empilhados no exterior dos hospitais e centros médicos.

Mobilização internacional

Países e organizações se apressam para enviar ajuda ao país. A ong Médicos do Mundo relatou que tem dificuldades de chegar à região afetada. "Ainda estamos tentando avaliar a amplitude da catástrofe", disse um representante. A situação é dificultada com as redes de telefone e eletricidade cortadas. A maior parte da região atingida está sem água.

A Noruega prometeu uma ajuda de € 3,5 milhões. O Reino Unido enviou um grupo de especialistas em ajuda humanitária para o local. A Comissão Europeia também contribuiu com uma equipe para os socorros, mas deve incluir uma ajuda financeira.

Os Estados Unidos anunciaram ter enviado um grupo para ajudar nas operações de salvamento e deve enviar um montante de US$ 1 milhão ao Nepal. O presidente francês, François Hollande, declarou que o país está "pronto para responder aos pedidos de socorro e assistência" de Katmandu. Rússia, China e Alemanha também se dizem prontos a contribuir enviando ajuda humanitária e financeira.

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