Rússia/EUA

Kerry faz primeira visita a Rússia desde o início da crise na Ucrânia

O secretário de Estado norte-americano John Kerry (e) se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin.
O secretário de Estado norte-americano John Kerry (e) se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin. REUTERS/Alexei Nikolsky/RIA Novosti/Kremlin

O secretário de Estado norte-americano fez nessa terça-feira (12) a primeira visita de um alto representante dos Estados Unidos a Rússia desde o início da crise na Ucrânia. John Kerry disse que as sanções impostas pelos países ocidentais a Moscou podem ser suspensas, mas para isso a trégua no leste ucraniano deve ser respeitada.

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Os chefes da diplomacia da Rússia, Sergueï Lavrov, e dos Estados Unidos, John Kerry, mostraram durante o encontro em Sotchi os primeiros sinais de uma diminuição das tensões entre os dois países, após mais de um ano de crise na Ucrânia. “Nós não estávamos sempre de acordo durante a conversa, mas o encontro de hoje permitiu que nos compreendêssemos melhor”, resumiu o ministro russo das Relações Exteriores durante uma entrevista coletiva conjunta após a primeira reunião com o representante de Washington.

Já Kerry, que se reuniu durante quatro horas com o presidente russo Vladimir Putin, ressaltou a “necessidade urgente” de se encontrar uma posição comum sobre os temas delicados que agitam o mundo atualmente. A crise na Ucrânia é um dos principais assuntos que dividem os dois países nesse momento, já que os Estados Unidos, assim como boa parte dos países ocidentais, apontam Moscou como responsável pelo conflito no leste ucraniano.

Suspensão possível das sanções ocidentais

O chefe da diplomacia norte-americana chegou a avançar uma possível suspensão das sanções econômicas impostas pelos ocidentais contra Moscou desde a anexação da Crimeia pela Rússia. Mas para isso Kerry exige que a trégua negociada durante o acordo de Misnk, em fevereiro deste ano, seja respeitada. O representante de Washington também ressaltou que “o recurso à força, por qualquer uma das partes envolvidas no conflito, seria extremamente destruidor”.

Além do conflito ucraniano, Kerry discutiu sobre a guerra na Síria e a questão do programa nuclear iraniano, sobre o qual um acordo definitivo deve ser concluído antes de 30 de julho.
 

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