Atentado/Paquistão

Grupo Estado Islâmico reivindica atentado que deixou 45 mortos no Paquistão

Ambulâncias cercam o hospital para onde os feridos foram levados depois do ataque em Karachi nesta quarta-feira (13).
Ambulâncias cercam o hospital para onde os feridos foram levados depois do ataque em Karachi nesta quarta-feira (13). REUTERS/Akhtar Soomro TPX IMAGES OF THE DAY

O grupo Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado contra um ônibus em Karachi, no sul do Paquistão. O ataque, perpetrado nesta quarta-feira (13), deixou ao menos 45 mortos e 30 feridos. O veículo transportava passageiros pertencentes à minoria xiita do país.

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Essa é a primeira vez que o grupo extremista assume a autoria de um ataque no Paquistão. Um comunicado, assinado pelo grupo Estado Islâmico, foi publicado no site jihadista Província do Khorasan.

Segundo a polícia e líderes da comunidade xiita, o atentado foi cometido por um grupo de seis homens armados e em motocicletas. "Os agressores visaram primeiro o motorista. Quando ele parou o ônibus, eles miraram nos passageiros", declarou o porta-voz da polícia local, Najeeb Ahmed Khan.

Depois do ataque, um sobrevivente conseguiu dirigir o ônibus até um hospital. Os canais de televisão mostraram o veículo crivado de balas e muitas ambulâncias. Familiares se dirigiram em massa para o local procurando sobreviventes. Entre as 45 vítimas fatais, 16 são mulheres.

Xiitas são alvo de violências

Os investigadores confirmaram que a minoria xiita foi o alvo da violência. Esse grupo de muçulmanos representa 20% da população do Paquistão, de maioria sunita.

Nos últimos anos, ataques contra eles se multiplicaram no país. Os xiitas são acusados pelos extremistas sunitas de querer realizar uma revolução religiosa no Paquistão.

Nas regiões de Quetta, no sudoeste, Parachinar, no noroeste, e em Gilgit, no nordeste, e a cada vez mais em Karachi, são registrados confrontos entre grupos de diferentes ideologias políticas. Há dois anos, as forças de segurança deram início a uma operação para restabelecer a ordem nessas regiões onde, devido ao conflito étnico, 2 mil pessoas foram assassinadas em 2013.

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