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Iraque/Grupo EI

Exército iraquiano lança 1ª contraofensiva contra grupo EI em Ramadi

A bandeira negra do grupo EI foi içada em Ramadi, após a conquista da cidade iraquiana em 17 de maio de 2015.
A bandeira negra do grupo EI foi içada em Ramadi, após a conquista da cidade iraquiana em 17 de maio de 2015. AFP PHOTO / HO / AAMAQ NEWS AGENCY
Texto por: RFI
3 min

As forças iraquianas, apoiadas por milícias xiitas e tribais, lançaram neste sábado (23) a primeira contraofensiva para tentar recuperar Ramadi, tomada pelo grupo Estado Islâmico há seis dias. Desde o dia 17 de maio, o movimento jihadista obteve várias vitórias no Iraque e na Síria, ampliando sua zona de influência na região. O Conselho de Segurança da ONU está muito preocupado com os moradores de Palmira, cidade histórica síria conquistada na última semana.

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Na primeira contraofensiva desde a queda de Ramadi, as forças iraquianas conseguiram retomar algumas posições estratégicas nas imediações da cidade. “As operações para liberar Hussayba, a 7 km de Ramadi começaram”, declarou um coronel iraquiano à agência AFP. Ele garantiu que a delegacia local já foi liberada.

Ramadi, capital da maior província do Iraque, situada a 100 km a oeste de Bagdá, foi conquistada pelo grupo Estado Islâmico em 17 de maio. O vice-primeiro-ministro iraquiano, Saleh Moutlak, pediu hoje a abertura da estrada que liga Ramadi a Bagdá para possibilitar a fuga da cidade controlada pelos jihadistas. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 40.000 moradores fugiram da batalha de Ramadi.

Palmira

Após a conquista pelo movimento jihadista de Palmira, na Síria, na última quinta-feira (21), o Conselho de Segurança da ONU está muito preocupado com a situação das mulheres e crianças da cidade. O órgão teme que elas sejam sequestradas, violentadas ou exploradas pelo grupo islâmico ultrarradical. As Nações Unidas também temem pelo patrimônio histórico de Palmira, cidade de mais de 2.000 anos.

O grupo EI já controla mais da metade do território sírio, afirma uma ONG síria. O avanço tanto na Síria quanto no Iraque, registrado na última semana, levou os Estados Unidos a reconhecer “derrotas”. Washington, que lidera a coalizão internacional formada há nove meses para combater os jihadistas, admitiu a necessidade de rever sua estratégia de luta, mas se recusa a enviar tropas terrestres.

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