Homossexualidade/Marrocos

Dois homens são presos após se beijar em público no Marrocos

Captura vídeo da ação do gurpo Femen, na terça-feira (2), contra a criminalização da homossexualidade no Marrocos.
Captura vídeo da ação do gurpo Femen, na terça-feira (2), contra a criminalização da homossexualidade no Marrocos. Captura vídeo

Dois marroquinhos que se beijaram em público foram presos, na cidade de Rabat, nesta quarta-feira (3). O beijo fazia parte de um ato do grupo Femen contra a criminalização da homossexualidade. As autoridades também informaram nesta quinta-feira (4) que expulsaram uma espanhola e duas francesas, integrantes da organização feminista.

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O ministério do Interior marroquino indicou, em um comunicado, que dois cidadãos foram detidos por "exposição indecente". No Marrocos, a homossexualidade é proibida por lei, passível de uma pena de até três anos de prisão.

Na terça-feira (2), duas francesas, integrantes do Femen, realizaram uma ação na esplanada da Torre Hassan. Elas se beijaram, com os seios nus, estampando a mensagem "In gay we trust" ("Confiamos nos gays", em português). As militantes foram detidas, expulsas no mesmo dia e não podem mais entrar em território marroquino.

Um dia depois, o casal de homens gays decidiu apoiar a ação das militantes. Eles se beijaram nesse que é um local histórico da cidade. Os dois foram presos junto com uma espanhola do Femen, que coordenou a ação casal. Ela foi expulsa do Marrocos ontem.

As autoridades marroquinas também denunciaram "uma série de manobras provocativas e de assédio realizadas por organizações estrangeiras contra as leis do país, o que vai de encontro aos princípios sociais e religiosos e minam a moral". Uma autoridade da embaixada da Espanha em Rabat foi convocada pelo Ministério do Interior do Marrocos.

A chefe do Femen na França, Inna Shevchenko, afirmou que a ação simbólica do grupo tem por objetivo "denunciar" a legislação marroquina. O movimento, que nasceu na Ucrânia no final dos anos 2000, realiza manifestações em todo o mundo, geralmente com mensagens feministas. Nos protestos, as militantes invadem locais públicos com os seios à mostra.
 

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