Síria/Grupo Estado Islâmico

Grupo EI intensifica ataques contra Hassake, no norte da Síria

Membro do grupo Estado Islâmico agita bandeira da organização na fronteira da Síria com o Iraque
Membro do grupo Estado Islâmico agita bandeira da organização na fronteira da Síria com o Iraque ALBARAKA NEWS / AFP

Nesta sexta-feira (5), o grupo Estado Islâmico (EI) intensificou os ataques contra o exército sírio em Hassake, capital de uma província no nordeste do país. A queda da cidade significaria um novo revés para o regime Bashar al-Assad, que já perdeu duas capitais provincias: Raqa, no norte, converteu-se no principal reduto da organização no país; e Idleb, no noroeste, é controlada por rebeldes e militantes da al-Qaeda desde 28 de março.

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De acordo com e acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a batalha por Hassake começou em 30 de maio e segue nesta sexta-feira com "duros combates entre as forças do regime e o EI nos arredores da cidade, onde a aviação bombardeia intensamente as posições jihadistas". Até o momento, o grupo EI se apoderou de uma prisão, de uma central energética e de posições militares perto de Hassake.

O exército sírio controla os subúrbios na zona sul de Hassake e "segue mobilizando" reforços, afirmou Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH. Várias famílias fugiram desses bairros para as áreas controladas por curdos no norte e oeste da cidade. "Neste momento os curdos não participam dos combates porque a batalha ainda não chegou a seu setor", indicou o diretor da ONG.

O jornal sírio Al-Watan, próximo do regime, criticou a falta de envolvimento das forças curdas na batalha, dizendo-se "surpreso com a fraqueza de alguns irmãos curdos" para defender Hassake. Desde o início da batalha de Hassake, ao menos 130 pessoas morreram, segundo o OSDH: 71 do lado do regime e 59 jihadistas, incluindo 11 motoristas de carros-bomba.

Tanto na Síria quanto no Iraque, os jihadistas recorrem cada vez mais a carros ou caminhões cheios de explosivos. Essa foi a estratégia usada, por exemplo, para tomar Ramadi, a capital da província ocidental de Al-Anbar, no norte do Iraque.

Morte de civis

Em outras partes do país, apesar das condenações da ONU, o regime de Bashar al-Assad intensificou nas últimas semanas sua campanha de bombardeios aéreos em regiões controladas pelos rebeldes. Nas últimas 48 horas, esses ataques causaram a morte de 94 civis, incluindo 20 crianças e 16 mulheres.

O OSDH acusa o regime de se vingar dos civis que teriam colaborado com rebeldes em zonas ocupadas. A maior parte das vítimas morreu na província de Aleppo (norte), controlada em grande parte pelos rebeldes.

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