Cúpula do G7

No último dia da cúpula, França espera sinal claro do G7 sobre o clima

Reunião de líderes G7 na Alemanha.
Reunião de líderes G7 na Alemanha. REUTERS/Michael Kappeler/Pool

Termina nesta segunda-feira (8), na pequena cidade de Krün, a uma centena de quilômetros de Munique, na Alemanha, o encontro do G7. No domingo, a dívida da Grécia e as sanções contra a Rússia na questão ucraniana estiveram no menu. Hoje, a pauta deve ser o clima e é por isso que os trabalhos serão abertos pelo presidente François Hollande, que receberá, em dezembro, em Paris, a COP 21, encontro sobre mudanças climáticas que pretende selar um acordo definitivo sobre a questão.

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Achim Lippold, enviado especial da RFI a Krün.

O clima é “a” prioridade para a França, que teme o fracasso da grande conferência organizada por Paris no final deste ano. François Hollande quer sair de Krün com a certeza de ter conseguido a adesão firme de seus parceiros de G7, tanto sobre a redução dos gases de efeito estufa quanto sobre o financiamento das políticas de redução.

Assessores do presidente francês dizem que os países industrializados devem dar o exemplo e mostrar o caminho rumo às mudanças. Se não for assim, como convencer os países em desenvolvimento, como o Brasil, de também se engajar na luta contra o aquecimento global? Esta mensagem é endereçada principalmente ao Canadá e ao Japão. A França acredita que os planos destes dois países parecem cautelosos demais.

Ontem (7), François Hollande disse ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que espera a contribuição efetiva de seus país. O objetivo é que o G7 envie um sinal forte a favor da questão do clima, faltando apenas seis meses para a Conferência de Paris.

O documento final também deverá apoiar o pedido de Angela Merkel e Barack Obama para manter as sanções contra a Rússia, em represália pela anexação da Crimeia e sua interferência no leste da Ucrânia. Washington e Berlim concordam que as sanções devem durar até a entrada em vigor dos acordos de Minsk, que prevêem um cessar-fogo.

Terrorismo sobre a mesa

Outro tema espinhoso é a crise da Grécia, assunto que será discutido com a presença da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. Angela Merkel adiantou que ainda há muito trabalho pela frente. Atenas rejeitou as exigências de seus credores, como cortes nas aposentadorias e flexibilização do mercado de trabalho. A União Europeia pediu ao governo grego para apresentar um plano urgente de reformas para liberar novo empréstimo ao país.

Também estará no programa desta segunda-feira a ajuda ao desenvolvimento de alguns países. Diversas nações africanas foram convidadas pelo G7, entre elas o Senegal, a Tunísia e a Nigéria. A chegada do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, é bastante aguardada – esta é a sua primeira visita à Europa.

O ex-general espera que os dirigentes presentes na Alemanha ajudem seu país a relançar o crescimento econômico, mas também deverá trazer para o debate a luta contra o terrorismo islâmico. O tema deverá ser abordado no final da manhã, na presença do primeiro-ministro iraquiano, Haïder al-Abadi. Os líderes da Nigéria e do Iraque vão discutir a luta contra as organizações terroristas Boko Haram e Grupo Estado Islâmico.

 

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