Grécia

Bolsa de Atenas reabre com queda histórica

O indíce ATHEX registou uma queda histórica de cerca de 23% 03/08/15
O indíce ATHEX registou uma queda histórica de cerca de 23% 03/08/15 REUTERS/Yiannis Kourtoglou

A bolsa de valores helénica reabriu esta segunda-feira com restrições após cinco semanas de encerramento forçado e registou a maior queda da sua história, com o indíce ATHEX a perder mais de 16 %. Os bancos atingiram perdas máximas sendo as cotações suspensas.

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A bolsa de Atenas abriu esta segunda-feira a perder 23% em pouco tempo e fechou com 16,23 % menos de valor no seu indíce ATHEX.

A reabertura da praça financeira grega veio expôr as fragilidades da economia helénica, nomedamente do sector bancário que foi o que mais perdas sofreu. Aliás, mais perdas não seriam possíveis pois os quatro grandes bancos comercias cederam cerca de 30% do seu valor, atingindo a perda máxima permitida numa só sessão.

A cotação das acções da banca foi por conseguinte suspensa. “A maior parte das pressões no sentido da venda são exercidas nas acções dos bancos havendo cerca de 100 milhões de euros de ordens de venda não executadas” afirmou à agência Reuters o consultor em investimentos Theodore Mouratidis.

Os bancos gregos estão numa situação financeira delicada e funcionam parcialmente no quadro do controlo de capitais ainda em vigor. Para fazer face a esta fragilidade do sector, o pré-acordo para um terceiro resgate financeiro à Grécia prevê uma recapitalização das instituições bancárias helénicas.

O economista português José Castro Caldas considera normal esta queda na bolsa ateniense dada a deterioração da economia grega e a incerteza quanto ao futuro e critica ainda a estratégia do resgate no que toca ao sector bancário.

José Castro Caldas - Economista

As negociações com vista a definir os contornos deste resgaste acabam de começar e deverá ser concluídas antes do dia 20 de agosto para que Atenas cumpra com os compromissos em termos de reembolso de dívida. Segundo o diário Avgi, próximo do partido Syriza, no poder, o governo grego pretende obter uma primeira tranche de 24 mil milhões de euros, de entre os quais 10 mil milhões para a referida recapitalização.

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