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União Europeia

Europa: semana decisiva para a gestão da crise dos refugiados

Migrantes à espera na fronteira entre a Austria e a Eslovénia neste 20 de Setembro.
Migrantes à espera na fronteira entre a Austria e a Eslovénia neste 20 de Setembro. Reuters/Srdjan Zivulovic
Texto por: Liliana Henriques
3 min

Os chefes da diplomacia dos países do antigo bloco de leste, Polónia, República Checa, Eslováquia, Hungria e Letónia têm estado novamente reunidos hoje em Praga com o chefe da diplomacia do Luxemburgo, país que assegura actualmente a presidência rotativa da União Europeia para debater sobre a crise dos refugiados. 

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Profundamente divididos, os países europeus vão novamente tentar esta semana chegar a um consenso, tendo em vista uma cimeira dos ministros do interior amanha e um conselho dos ministros europeus na Quarta-feira precisamente sobre esta questão, Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, tendo-se declarado ainda hoje "profundamente preocupado" com o possível desfecho destas reuniões.

Os países do antigo bloco de leste, especialmente a Polónia e a Hungria, têm mostrado muitas reticências quanto à eventualidade de se conformar a um sistema de quotas obrigatório para o acolhimento de refugiados, pelo que negociadores europeus em Bruxelas estão actualmente a encarar a possibilidade de excluir a Hungria do sistema de quotas obrigatórias.

Contudo, ainda ontem o presidente francês disse que "nenhum país europeu pode exonerar-se desta repartição". Em resposta, a Polónia declarou-se disposta a acolher mais refugiados mas com a condição de que a Europa torne herméticas as suas fronteiras exteriores. Por sua vez, para além de reforçar os poderes do exército e da polícia, autorizados em certos casos a abrir fogo para proteger as fronteiras, a Hungria também se dirigiu nos jornais libaneses aos candidatos à emigração para avisa-los de que corriam o risco de serem presos se tentassem entrar ilegalmente no seu território.

O Líbano, a Turquia e a Jordânia acolhem ao todo cerca de 4 milhões de refugiados sírios, o presidente do Parlamento Europeu propondo que a Europa desbloqueie uma ajuda a esses países. Esta situação levou certos estados da União Europeia a sublinhar hoje no Conselho dos Direitos Humanos da ONU a urgência de se encontrar uma solução para a Síria.

Este fim-de-semana, cerca de 30 mil pessoas passaram pela Croácia, pelo menos 13 pessoas morreram num naufrágio ao largo da Turquia e a Human Rights Watch denunciou hoje maus tratos praticados pela polícia da Macedónia contra migrantes.
 

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