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Afeganistão/NATO

Nato bombardeou hospital de Médicos sem Fronteiras no Afeganistão

Centro hospitalar dos Médicos sem Fronteiras, em Kunduz, Afeganistão, bombardeado pela NATO, a 2 de outubro A RO
Centro hospitalar dos Médicos sem Fronteiras, em Kunduz, Afeganistão, bombardeado pela NATO, a 2 de outubro A RO REUTERS/Stringer TPX IMAGES OF THE DAY
Texto por: João Matos
3 min

19 mortos e vários feridos é o último balanço ainda provisório no centro hospitalar da ONG francesa, Médicos sem Fronteiras, em Kunduz, norte do Afeganistão, por um bombardeamento colateral das forças da NATO.

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19 mortos e vários  feridos é o último balanço ainda provisório no centro hospitalar da ONG francesa, Médicos sem Fronteiras, em Kunduz, local estratégico do norte do Afeganistão, por um bombardeamento de um avião americano da NATO.

Kunduz, que estava nas mãos dos talibãs, foi retomada, pelas forças governamentais do Afeganistão.

O bombardeamento contra o centro hospitalar dos Médicos sem Fronteiras, começou por matar 9 pessoas e provocou vários feridos, mas durante a tarde houve uma evolução e agora o último balanço provisório (dados das18 horas TMG) era de 19 motros e vários feridos.

O correspondente da RFI, em Cabul, Joël Bronner, sublinhou  ter sido um bombardeamento nocturno, talvez um erro por parte das forças da NATO, que dão apoio militar a tropas afegãs em Kunduz.

Aliás, o serviço de comunicação da NATO, confirmou este sábado, 3 de outubro, que forças americanas tinham bombardeado o centro hospitalar dos Médicos sem Fronteiras, esta sexta-feira, à noite, sublinhando que possivelmente tinha sido um ataque que provocou danos colaterais.

Mas, ao fim do dia, vei a ONU dizer, tratar-se de um bombardeamento criminoso.

Por seu lado, a ONG francesa, Médicos sem Fronteiras, começou por confirmou na manhã deste sábado a morte de 9 pessoas e 37 feridos, mas foi dizendo que "havia á numerosos doentes e membros do seu staff que não apareceram no centro hospitalar", equacionando desta forma a possibilidade de vir a haver mais feridos ou mortos.

Foi o que veio a acontecer, ao fim da tarde, pois, agora o último balanço é de 19 mortos e vários feridos graves.

Paralelamente a este bombardeamento da NATO, um avião Hércules C130 militar, caiu ontem, 2 de outubro, igualmente, no Afeganistão, na fronteira com o Paquistão, provocando 11 mortos.

O avião americano levava a bordo 6 membros da tripulação e 6 outros militares de um corpo expedicionário de Bagram e 5 civis trabalhando para uma missão da NATO.

O jornal americano New York Times, noticiou do seu lado apenas a morte de 3 civis afegãos.

Queda do avião americano, ou o C130 foi abatido pelas forças mujahidines que reagiram imediatamente, dizendo que "abateram o avião americano”, como afirmou na sua página Twitter, o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid?

O certo é que um assessor de imprensa da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, desmentiu a informação dos talibãs, precisando que no momento do incidente, não havia nenhuma actividade inimiga na zona.

“É com grande segurança que afirmamos que não houve um único disparo inimigo que não estava implicado em nenhuma acção na zona”, sublinhou uma alta patente americana no anonimato.

De notar que a NATO, não forneceu mais detalhes limitando-se a afirmar, estar em curso um inquérito.

Recorda-se que a maioria das forças da NATO, saiu o ano passado do Afeganistão, tendo ficado no entanto naquele país cerca de 10 mil soldados americanos para missões de formação e de contra-terrorismo.

João Matos sobre bombardeamento de centro hospitalar de MSF no Afeganistão

 

 

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