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Bashar Al-Assad deslocou-se a Moscovo e agradece Putin

Presidente sírio Bashar Al-Assad e o seu homólogo Vladimir Putin
Presidente sírio Bashar Al-Assad e o seu homólogo Vladimir Putin AFP PHOTO/ POOL/ SERGEI KARPUKHIN
Texto por: RFI
5 min

Bashar el-Assad visitou ontem à noite o seu homólogo russo Vladimir Poutin. O Presidente sírio agradeceu ao seu aliado, o Kremlin de Moscovo, pela sua ajuda no conflito sírio.

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A notícia foi conhecida esta manhã, nesta que foi a primeira deslocação do Presidente sírio Bashar Al-Assad ao estrangeiro desde o eclodir da guerra civil na Síria, em 2011. A visita não foi previamente anunciada e apenas foi revelada pelo Presidente russo quando o homólogo regressava a Damasco.

Os dois chefes de Estado falaram da actual situação síria, do apoio militar russo e do que poderá acontecer depois do fim do conflito interno.

O porta-voz do Klemlin, Dmitri Peskov, confirmou que o encontro ficou marcado por temas relativos à luta contra grupos extremistas e terroristas e quanto à continuação da operação russa de apoio militar à Síria.

O Presidente sírio agradeceu a ajudar militar da Rússia e afirmou que o terrorismo se expandiu na região e "teria ganho mais terreno caso não tivesse havido acções de ajuda militar". O Presidente sírio reiterou ainda a vontade de alcançar um acordo político para o pós-guerra.

"Temos de ter a noção de que os ataques militares contra terrorismo são essenciais acima de tudo porque temos de combater o terrorismo e porque o terrorismo é um obstáculo real na estrada para alcançarmos um acordo político. Claro que toda a nação quer participar na decisão do futuro do país não apenas o governo", afirmou Bashar Al-Assad.

Por seu turno, o Presidente russo encorajou o seu homólogo e revelou estar a trabalhar no sentido de encontrar um acordo de longo prazo baseado "num processo político que envolva todas as forças políticas e grupos étnicos e religiosos", mas que em última análise seria o povo sírio a quem competiria dar uma voz decisiva.

Para Carlos Gaspar, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) a visita de Bashar Al-Assad a Moscovo é lógica porque Poutin é o amigo indispensável do Presidente sírio, sem o qual ele teria sido derrubado.

Carlos Gaspar, investigador do IPRI

O encontro acontece depois do incidente de ontem; resultando de um ataque aéreo levado a cabo pelo exército russo que vitimou mortalmente um dos comandantes da facção rebelde, juntamente com outros quatro lutadores do exército liderado pelo presidente da Síria.

O porta-voz de Bashar al-Assad afirmou que os ataques tinham vitimado 15 civis e que uma província localizada nas montanhas de Jabal Akrad foi destruída por completo. O exército russo que hoje afirmou ter bombardeado 83 alvos terroristas na Sírian, nas últimas 24 horas.
 

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