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Myanmar

Teste à transição democrática na antiga Birmânia

Aung San Suu Kyi, prix Nobel de la paix, a voté ce dimanche matin dans une école du centre de Rangoon.
Aung San Suu Kyi, prix Nobel de la paix, a voté ce dimanche matin dans une école du centre de Rangoon. EUTERS/Soe Zeya Tun
Texto por: Carina Branco
8 min

Em Myanmar, a antiga Birmânia, hoje foi dia de eleições. O escrutínio é visto como um teste à transição democrática, naquelas que são consideradas como as primeiras eleições livres dos últimos 25 anos. 

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As eleições de hoje em Myanmar são vistas como um teste à transição democrática em curso desde da auto-dissolução do regime militar em 2011. O dia de voto foi marcado por uma elevada taxa de participação e por algumas “falhas” mas em clima “aceitável”, de acordo com o chefe da missão de observadores da União Europeia, Alexander Lambsdorff.

A favorita é a líder da Liga Nacional para a Democracia, Aung San Suu Kyi. Rosto da oposição e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi viveu mais de 15 anos em regime de prisão domiciliária por exigir a instauração da democracia contra o regime imposto pelos militares.

Porém, ela está impedida de exercer o cargo de chefe de Estado porque a Constituição impede que um cidadão com filhos estrangeiros aceda ao posto de Presidente. Constantino Xavier, Investigador no Instituto Português de Relações Internacionais, especialista na Ásia, diz que "o mais provável é haver um entendimento entre as chefias militares e o partido de Aung San Suu Kyi para ela ter o cargo de vice-presidente".

Para o especialista, estas eleições são determinantes para ver se haverá "possibilidade de entendimento para continuar a abrir o sistema político", caso contrário, cai-se em dois "extremos".

Os primeiros resultados provisórios só devem ser conhecidos ao longo das próximas semanas. O presidente da Birmânia, Thein Sein, prometeu respeitar a vontade dos eleitores expressa nas urnas.

A escolha do presidente é indirecta. Este domingo, os quase 30 milhões de eleitores elegiam os representantes para dois terços dos lugares nas duas câmaras do Parlamento. O outro terço é ocupado por militares. Quando o Parlamento estiver constituído, os deputados escolhem dois candidatos ao cargo de presidente e os militares um terceiro.

Oiça aqui a entrevista completa a Constantino Xavier, Investigador no Investigador no Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa.

Constantino Xavier, Investigador no IPRI

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