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Terrorismo

Novo vídeo do Estado Islâmico ameaça a coligação

Um membro do grupo Estado Islâmico exibe a bandeira da sua organização perto da fronteira entre a Síria e o Iraque.
Um membro do grupo Estado Islâmico exibe a bandeira da sua organização perto da fronteira entre a Síria e o Iraque. ALBARAKA NEWS / AFP
Texto por: Liliana Henriques
2 min

Um novo vídeo difundido ontem pelo grupo Estado Islâmico ameaça a coligação internacional que desde 2014 combate este grupo jihadista na Síria e no Iraque. Neste vídeo em que aparecem postumamente 9 autores dos atentados de Paris a cometerem todo o tipo de atrocidades, decapitações e execuções a tiro de pessoas apresentadas como reféns, são proferidas ameaças contra os dirigentes dos países que participam na coligação, em particular a Grã-Bretanha.

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A resposta de Londres não se fez esperar, o seu executivo tendo considerado hoje que "isto não passa de propaganda de uma organização em declínio". No mesmo sentido, o Presidente Francês François Hollande, actualmente em deslocação na Índia, reiterou a determinação do seu país em combater o terrorismo, o chefe de Estado justificando pela mesma ocasião o prolongamento do Estado de Emergência.

O governo francês está de facto a preparar todo um arsenal legal para prolongar o estado de emergência, o que não deixa de preocupar o Conselho da Europa bem como a própria Liga dos Direitos Humanos cujo pedido de levantamento total ou parcial do Estado de Emergência deve analisado amanhã no Conselho de Estado Francês.

Contudo, a dar crédito a ameaças tangíveis, a Europol avisou hoje que o grupo Estado Islâmico está a preparar outras operações terroristas de envergadura na União Europeia e em particular em França, estas advertências tendo sido enunciadas pelo presidente desta entidade, Rob Wainwright, por ocasião do lançamento hoje na Holanda de um novo Centro Europeu de Luta contra o Terrorismo.

Ainda de acordo com o dirigente da Europol, "o grupo Estado Islâmico tem a vontade e a capacidade de conduzir novos ataques na Europa" mas, refere Wainwright, "não existem provas concretas de que os terroristas utilizam sistematicamente o fluxo dos refugiados para entrar clandestinamente na Europa".
 

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