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França / Cuba

Presidente de Cuba em Paris

A avenida parisiense dos Campos Elíseos às cores de França e Cuba
A avenida parisiense dos Campos Elíseos às cores de França e Cuba RFI/Liliana Henriques
Texto por: Liliana Henriques
3 min

Desde esta segunda-feira e durante dois dias, o presidente de Cuba, Raúl Castro efectua uma visita histórica a França, a primeira desde a deslocação do irmão, Fidel Castro, a França em 1995, no fim do mandato do presidente François Mitterrand. Esta visita apresentada como o selar de uma nova etapa entre Cuba e a França, é sobretudo a primeira visita de um chefe de Estado cubano num país ocidental depois do anúncio do restabelecimento das relações entre esta ilha das Caraíbas e os Estados Unidos em finais de 2014. Pouco depois deste anúncio, François Hollande tinha sido o primeiro presidente ocidental a efectuar uma visita no passado mês de Maio a Cuba, uma cortesia à qual responde agora Raúl Castro.  

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Recebido com pompa e circunstância pela numero três do governo, Segolène Royal, o presidente cubano desceu a prestigiosa avenida parisiense dos Campos Elíseos escoltado por cavaleiros da guarda republicana, a sua agenda prevendo igualmente um encontro com o presidente Hollande assim como um jantar oficial esta noite no Palácio do Eliseu.

Amanhã será a vez de Raúl Castro se avistar com os presidentes da Assembleia Nacional, do Senado e com o primeiro-ministro, a sua visita não deixando igualmente de ser marcada por um forte teor económico. A par da dúzia de acordos a serem assinados hoje, a França e Cuba pretendem estreitar os laços nesse domínio. A França que é o quarto investidor na ilha, a seguir à Espanha, Canadá e Itália, pretende fortalecer a sua presença em Cuba com a qual as trocas ascenderam apenas a 180 milhões de euros em 2014. Isto ainda é pouco para as empresas francesas já instaladas no terreno, nomeadamente a Total que pretende fabricar o alcatrão de que Cuba necessita para construir estradas, a Pernod Ricard principal investidor na empresa mista de fabrico de rum "Havana Club" ou o grupo hoteleiro Accor que tenciona tirar proveito do crescimento exponencial do turismo em Cuba.

No âmbito desta reaproximação, alguns gestos têm sido esboçados. Aquando da sua visita a Cuba em Maio de 2015, François Hollande tinha condenado o embargo económico a Cuba e mais recentemente, no final do ano, a França contribuiu para a anulação de 8,5 mil milhões de Dólares de juros da dívida de Cuba aos credores do Clube de Paris. Resta contudo a espinhosa questão dos Direitos do Homem que a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) quer ver ser abordada, um apelo ao qual fontes diplomáticas respondem de forma sibilina que "serão discutidas".
 

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