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Mundo

Michel Martelly deixa cadeira da presidência do Haiti vazia

REUTERS/Andres Martinez Casares
Texto por: RFI
2 min

O mandato de Michel Martelly na Presidência do Haiti terminou ontem, sem que seja conhecido o seu sucessor. Aguarda-se agora um acordo de última hora para tentar ultrapassar a crise política no país para nomear um governo de transição e de um chefe de Estado interino.

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Perante os parlamentares reunidos no Congresso Nacional, encarregue agora de nomear um governo provisório, o Presidente fez o balanço do seu mandato de cinco anos, "hoje é um dia difícil, mas temos que estar unidos para enfrentar as dificuldades. Somos um povo corajoso, honrado e com uma história importante para o mundo", disse Michel Martelly. Lembramos que Michel Martelly tinha tomado posse a 14 de Maio de 2011 sucedendo a René Préval.

Entretanto, antes de deixar o poder, Michel Martelly nomeou o Primeiro-Ministro demissionário, Evans Paul, à frente de um governo de transição.

O Presidente provisório tem de ser escolhido nos próximos cinco dias aliás o executivo e o parlamento concordaram em formar um governo provisório, com um mandato de quatro meses, com vista a organizar eleições a 24 de Abril. É esperada uma tomada de posse do novo presidente a 14 de Maio. No entanto a oposição contesta este calendário porque os resultados da primeira volta "não foram verificados".

Na primeira volta do escrutínio presidencial, a 25 de Outubro, os candidatos que obtiveram mais votos foram Jovenel Moise, do Partido Haitiano Tet Kale, no poder, e Jude Celestin, da Liga Alternativa para o Progresso e Emancipação Haitiana, partido na oposição.

A segunda volta das presidenciais estava prevista para 24 de Janeiro, mas foi adiada dois dias antes pelo Conselho Eleitoral Provisório devido a registos de violência no país, que provocou pelo menos a morte a quatro pessoas.

Os Estados Unidos da América e a Organização das Nações Unidas saudaram o acordo. Este que foi rejeitado pela oposição no Haiti, que se manifestou nas ruas da capital Port-au-Prince, que pretende que o Supremo Tribunal conduza o processo para escolher um presidente interino até às eleições de Abril.

Ouça a entrevista à RFI de Rafael Lucas, antigo professor catedrático de Português em França de origem haitiana, que nos fez um ponto da situação.

Rafael Lucas, antigo professor catedrático de Português em França de origem haitiana

 

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