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Política/Peru

Peru: presidencial renhida

Os candidatos  Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori  num debate antes da segunda volta da presidencial do Peru.  Lima.29 de  Maio  de 2016
Os candidatos Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori num debate antes da segunda volta da presidencial do Peru. Lima.29 de Maio de 2016 REUTERS/Mariana Bazo
Texto por: RFI
2 min

Vinte e três milhões de eleitores peruanos foram às urnas no domingo para eleger o sucesor do presidente Ollanta Humala. A candidata Keiko Fujimori que liderou na primeira volta do escrutínio, estava empatada técnicamente com o seu rival Pedro Pablo Kuczynski nas últimas sondagens sobre as intenções de voto. O apelo lançado pela candidata de esquerda Veronica Mendoza, vencida na primeira volta da presidencial no dia 10 de Abril, para que cerca de 20% do eleitorado que lhe foi favorável votasse, por Pedro Pablo Kuczynski, bem como as supeitas de envolvimento em narcotráfico de pessoas afectas à Fujimori teve , segundo o Jornalista peruano Francisco Gallo, uma influência na votação deste domingo. Tudo aponta, segundo Gallo, para uma vitória de Pedro Pablo Kuczynski na presidencial do Peru.

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Na corrida à sucessão de Ollanta Humala, que decidiu não voltar a candidatar-se para um novo mandato de Presidente do Peru, estiveram no domingo Keiko Fujimori e Pedro Pablo Kuczynski. Fujimori , filha do antigo presidente Alberto Fujimori, que se encontra preso por ter sido acusado de corrupção e de crimes contra a humanidade , perdeu a vantagem(39% dos sufrágios ) de que beneficiava na primeira volta do escrutínio realizada no dia 10 de Abril, em proveito do seu rival Pedro Pablo Kuczynski. Na primeira volta da presidencial, o adversário de Keiko Fujimori tinha obtido 21% dos votos.

 A herança política de Alberto Fujimori, o apelo lançado por Veronica Mendoza, candidata de esquerda derrotada no dia 10 de Abril, a favor de Pedro Pablo Kuczynski e as suspeitas de envolvimento com o narcotráfico de partidários de Keiko Fujimori, tiveram uma influência na reviravolta do eleitorado peruano. Não obstante o seu discurso de reconciliação , Keiko Fujimori não conseguiu fazer esquecer o traumatismo que representa o apelido Fujimori no contexto político peruano.

 Em declarações à RFI, o jornalista peruano Francisco Gallo, realçou o facto de que o apelido de Keiko Fujimori e as suspeitas de envolvimento de correligionários seus no tráfico de drogas foram influentes na escolha do eleitorado, que no domingo acorreu ligeiramente em maior número às mesas de voto, numa espécie de Frente Anti-Fujimori.

 

Presidencial do Peru- entrevista. Francisco Gallo

                 

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